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Operação investiga desvio de R$ 14 milhões e apreende sete carros de luxo

Segunda fase da Operação Infidelitas desarticula desvio de R$ 14 milhões; sete carros de luxo apreendidos e três presos pela Polícia Civil de São Paulo

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  • Segunda fase da operação Infidelitas, deflagrada em 23 de outubro, mira desvio estimado de R$ 14 milhões do Santander; sete carros de luxo foram apreendidos.
  • Até o momento, três suspeitos foram presos, incluindo um advogado e um ex-gerente do banco; outros dois seguem foragidos.
  • Ao todo, foram cumpridos dez mandados na capital, na região metropolitana, no interior e em Goiás.
  • A ação também apreendeu joias, 14 celulares, 21 dispositivos eletrônicos e R$ 145 mil em espécie, além de dólares e euros.
  • As investigações apontam que o gerente utilizava credenciais para monitorar contas empresariais; funcionários da própria instituição teriam facilitado o acesso, com desvio por TED, Pix e boletos. O Santander coopera com as investigações.

Três pessoas foram presas na segunda fase da Operação Infidelitas, deflagrada nesta quinta-feira (23) pela Polícia Civil de São Paulo. O objetivo é desarticular grupo suspeito de desviar cerca de R$ 14 milhões do Santander. A ação ocorreu na capital, na Grande São Paulo, interior e Goiás.

Ao todo, foram cumpridos 10 mandados, com diligências concentradas em São Paulo, Carapicuíba, Franco da Rocha, Mogi das Cruzes, Piracicaba e municípios goianos. A operação envolve o Deic, por meio da DCCiber, especializada em crimes digitais e lavagem de dinheiro.

Sete carros de luxo foram apreendidos, entre Bentley, Porsche Macan, Panamera, Jaguar, Ford F-150 Shelby, Toyota Hilux SW4 e BYD. Além dos veículos, a Polícia Civil apreendeu 14 celulares, 21 dispositivos eletrônicos e R$ 145 mil em espécie, somando dólares e euros.

Entre os investigados, figura um advogado e um ex-gerente do banco. O ex-gerente atuava no setor de pessoas jurídicas e utilizava credenciais próprias para monitorar contas de alto movimento, conforme apuração inicial. O grupo é investigado por desvios via TED, Pix e boletos.

As apurações indicam que funcionários da instituição teriam utilizado credenciais corporativas para acessar contas de clientes e repassar os dados a outros integrantes do grupo. Os responsável pelas fraudes teriam efetivado transferências e pagamentos fraudulentos.

O Santander informou que coopera com as investigações por meio de sua área de Inteligência, destacando que possui sistemas de prevenção a fraudes para identificar desvios de conduta. A operação continua em andamento para localizar os demais investigados.

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