- A XP retomou a cobertura da Pague Menos com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 8,50, apontando upside de cerca de 48,6% frente à cotação de R$ 5,75 em 22 de abril.
- A Pague Menos está avaliada em R$ 4,35 bilhões após levantar aproximadamente R$ 459 milhões em follow-on realizado em março.
- A XP vê espaço para ganhos de produtividade com expansão orgânica e integração da Extrafarma, além de manter visão positiva sobre as canetas emagrecedoras baseadas em GLP-1.
- Para o primeiro trimestre de 2026, a XP projeta venda bruta 15% maior, EBITDA +40 pontos-base e lucro líquido de R$ 25 milhões; para o ano, espera 14% de crescimento nas vendas brutas e 11% de crescimento em same-store, com desalavancagem gradual.
- O BTG Pactual também iniciou cobertura com alvo de R$ 9; após abertura em alta, as ações da Pague Menos operavam próximo de R$ 4,35 bilhões de valor de mercado, com ganho diário em torno de 0,9%.
A XP retomou a cobertura da Pague Menos com recomendação de compra e preço-alvo de 8,50 reais por ação, projetando upside de quase 49% frente o fechamento de 5,75 reais em 22 de abril. A equipe aponta espaço para ganhos de produtividade na rede e benefícios da demanda por tratamentos de GLP-1.
A casa sustenta que a Pague Menos pode usar expansão orgânica combinada à integração da Extrafarma para melhorar resultados operacionais, com foco em iniciativas estratégicas e maturação das lojas. O relatório ressalta que a empresa mantém alavancagem controlada, em cerca de 1,2 vez para 2026, após recentes follow-ons.
O levantamento cita que, no quarto trimestre de 2025, a venda média mensal por loja foi de aproximadamente 860 mil reais, 25% abaixo da líder RD. A XP projeta queda de margem a termo, mas vê potencial para alcançar 965 mil reais por loja até o fim de 2026 e ampliar lucratividade via ganhos de produtividade.
Perspectivas de GLP-1 e demanda
Apesar do cenário macro pressionar o poder de compra, a XP destaca que a Pague Menos mantém preço competitivo, atuando como proteção de margem frente a concorrência. A casa também reforça o viés positivo para o segmento de canetas emagrecedoras, com potencial de expansão de mercado em 2026-2027.
A XP observa que o mercado de GLP-1 deve movimentar 17 bilhões de reais em 2026 e 28 bilhões em 2027, com genéricos da semaglutida chegando no segundo semestre. A casa ressalta que inovações em medicamentos de prescrição devem sustentar o crescimento, compensando a eventual entrada de genéricos.
Balanços e eventos recentes
Entre os fatores recentes, a XP cita o aumento de capital da Pague Menos, que reforça o balanço e viabiliza maior produtividade associada ao GLP-1 e a um pipeline de expansão gradualmente maior. A entrevista com analistas do BTG Pactual também reforça a visão de novo ciclo de crescimento.
Após o pregão de quarta-feira, 22 de abril, as ações subiram, com a Pague Menos avaliadas em 4,35 bilhões de reais. Em 2026, a XP projeta crescimento de 14% nas vendas brutas, 11% de vendas por loja e desalavancagem adicional.
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