- A Polícia Federal deflagrou a Operação Moral Hazard para apurar possível gestão temerária de recursos do regime próprio de previdência de Santo Antônio da Posse (SP).
- O Iprem (Instituto de Previdência Municipal) investiu cerca de R$ 13 milhões em Letras Financeiras de um banco privado, o Master, que foi liquidado pelo Banco Central.
- Os alvos são o ex-diretor, a supervisora de gestão e três integrantes do comitê de investimentos do Iprem.
- A ação cumpriu seis mandados de busca e apreensão em Santo Antônio da Posse e em Mogi Mirim, além de afastamentos de função pública e de indisponibilidade de bens.
- A investigação envolve irregularidades na aplicação dos recursos do RPPS, sem citar explicitamente o nome do banco Master.
A Polícia Federal deflagrou a Operação Moral Hazard para apurar possível gestão temerária de recursos do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) dos servidores municipais de Santo Antônio da Posse, no interior de São Paulo. O alvo é o Iprem da cidade, que investiu cerca de R$ 13 milhões em Letras Financeiras emitidas por um banco privado.
A ação ocorreu nesta quinta-feira (23). A PF cumpriu seis mandados de busca e apreensão em Santo Antônio da Posse e em Mogi Mirim, além de medidas cautelares que incluem afastamento de função pública e indisponibilidade de bens, autorizadas pela 9ª Vara Federal de Campinas.
Segundo a PF, a investigação surgiu a partir de informações sobre irregularidades na aplicação de aproximadamente R$ 13 milhões em Letras Financeiras, emitidas por um banco privado. A instituição alvo da operação não é identificada pela PF no comunicado inicial.
Investigação e alvos
Foram identificados como investigados ex-diretor do Iprem, a supervisora de gestão e três integrantes do comitê de investimentos. As medidas visam esclarecer se houve gestão temerária na aplicação dos recursos do RPPS, com possíveis prejuízos aos cofres do instituto.
A PF informou que as diligências visam coletar provas sobre a atuação dos envolvidos, sem apontar conclusões neste momento. O Banco Master, alvo da liquidação pelo Banco Central, também figura no contexto da apuração devido ao vínculo com as Letras Financeiras.
A apuração continua com a análise de documentos apreendidos e oitiva de testemunhas. As informações, segundo a PF, serão compartilhadas conforme avanços da investigação, mantendo o caráter técnico e neutro do processo.
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