- O BB Investimentos vê preocupações financeiras na CSN Mineração, com elevação da alavancagem no quarto trimestre impulsionada pela transação com a MRS Logística; as ações caíam 1,21% às 12h14 de quinta, a R$ 4,88.
- O plano de investimentos é agressivo, prevendo desembolsos de R$ 13,2 bilhões entre 2025 e 2030, com ritmo de gastos acelerando neste ano.
- Do lado operacional, há melhoria sequencial nos resultados recentes e expectativa de manutenção do bom desempenho em 2026, sustentado por produção forte, custos competitivos e demanda aquecida.
- Mesmo com a queda de preços recente, as ações seguem a múltiplos de 4,9 vezes o Ebitda projetado para 2026, em linha com a média histórica, o que reduz a atratividade dos papéis.
- O preço-alvo foi ajustado de R$ 5,50 para R$ 5,40, com recomendação de venda; o papel operava em R$ 4,91, queda de 0,61%.
A CSN Mineração (CMIN3) enfrenta pressões no curto prazo, mesmo com resultados operacionais positivos em meio aos preços favoráveis das commodities. O banco BB Investimentos aponta risco de aumento da alavancagem no quarto trimestre, potencialmente ampliando o sinal de alerta para 2026.
A analista destacada pela casa revisa a entrada de caixa e a operação envolvendo a MRS Logística, que podem manter o nível de endividamento elevado. O cenário é apoiado pelo plano agressivo de investimentos da empresa, com 13,2 bilhões de reais previstos entre 2025 e 2030, com aceleração de desembolsos já em 2026.
Do lado operacional, o BB observa melhoria sequencial nos resultados recentes e espera continuidade em 2026, sustentada por produção robusta, custos competitivos e demanda aquecida. No momento, o papel negocia a múltiplos de 4,9 vezes o EBITDA projetado para 2026, em linha com a média histórica, o que reduz a atratividade de compra segundo a instituição.
Desempenho de mercado e avaliação de risco
As ações da CSN Mineração recuaram 1,21% até as 12h14 desta quinta-feira, a R$ 4,88. A visão é de que a elevação de caixa e o endividamento via MRS Logística pesem sobre o papel no curto prazo. O BB ajustou o preço-alvo de R$ 5,40, frente a R$ 5,50 antes, mantendo recomendação de venda.
Ainda de acordo com a instituição, o preço-alvo representa potencial de alta de cerca de 9,3% sobre o fechamento da sessão anterior. Recentemente, as ações caíram 0,61%, cotadas em R$ 4,91, após a revisão de perspectivas para o setor.
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