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Previdência alvo da PF investiu em investigados nos casos Master e Carbono Oculto

PF investiga Iprem de Santo Antônio da Posse por investimentos no Master e ativos ligados, com seis mandados, afastamentos e bloqueio de bens

Sede do Banco Master, em São Paulo
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  • O Iprem de Santo Antônio da Posse investiu em instituições ligadas ao caso Master desde 2020, conforme balanços mensais disponíveis no site da fundação.
  • Um dos investimentos foi no Fundo de Investimento Imobiliário CARE11, objeto de investigação da CVM por possível manipulação de preços; o Master pagou multa de R$ 2,2 milhões.
  • Outros investimentos incluem o FIDC AR Bank FIDC Imobiliário I, com saldo inicial de R$ 915 mil em dezembro de 2020 e saldo residual de R$ 9 mil em agosto de 2025.
  • O FI Recuperação Brasil RF LP, administrado pela Banvox DTVM (investigada na Operação Carbono Oculto), também constava no portfólio, com saldo de R$ 365,8 mil em dezembro de 2020.
  • Nesta quinta-feira, a PF cumpriu seis mandados de busca, afastamentos de função pública e medidas de indisponibilidade de bens; o total investido no Master chegou a R$ 7 milhões, com saldo na carteira de R$ 125.783.480,00 em 31 de dezembro de 2025, e o Master aparece com saldo de R$ 0,01 em novembro de 2025.

O Instituto de Previdência Municipal (Iprem) de Santo Antônio da Posse (SP), alvo da Operação Moral Hazard deflagrada pela Polícia Federal na quinta-feira (23), investia desde 2020 em instituições ligadas a transações com o Banco Master. Entre os ativos aparecem fundos de investimento imobiliário e créditos, usados para compor a carteira mensal de investimentos, publicada no site da fundação.

O foco principal é o FII CARE11, o Brazilian Graveyard and Death Care Services, concentrado em cemitérios, jazigos e serviços funerários. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aponta que a alta das cotações do CARE11 teria gerado maiores rentabilidades para a carteira do Master e, por consequência, melhores resultados nos balanços mensais do Iprem. O Master pagou uma multa de R$ 2,2 milhões em um termo de compromisso.

Investimentos identificados

Desde dezembro de 2020, o Iprem mantinha R$ 451,6 mil no CARE11. Em dezembro de 2025, o último balanço disponível, o montante permaneceu em R$ 139,4 mil. No mesmo período, havia R$ 915 mil no FIDC AR Bank FIDC Imobiliário I, gerido pela Planner Corretora, também citada nas investigações do caso Master. Em um único mês, houve taxa de administração de R$ 15,7 mil, com saldo residual de R$ 9 mil mantido até agosto de 2025.

A Planner é mencionada em investigações ligadas a Rioprevidência, regime de previdência do Rio de Janeiro, que adquiriu quase R$ 1 bilhão em letras financeiras do Master. Outro fundo presente nos balanços do Iprem é o FI Recuperação Brasil RF LP, com R$ 365,8 mil em dezembro de 2020; o administrador é a Banvox DTVM, investigada na Operação Carbono Oculto.

Operação e desdobramentos

A Polícia Federal apura organização criminosa associada a instituições financeiras para lavar dinheiro e ocultar patrimônio. O investimento em letras do Master aparece até outubro de 2025, com saldo somando R$ 8,325 milhões, incluindo rendimentos. Em novembro, quando houve liquidação do Master pelo Banco Central, o saldo listado caiu a R$ 0,01.

Nesta quinta-feira, os agentes cumpriram seis mandados de busca e apreensão em Santo Antônio da Posse e Mogi Mirim (SP). Também foram determinadas medidas cautelares de afastamento de função pública e indisponibilidade de bens pela 9ª Vara Federal de Campinas. O Iprem informou ao Valor que não há porta-voz disponível para comentar os investimentos.

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