- Governo de São Paulo lançou o PSA Araucária, edital que paga até R$ 36 mil por produtor rural e até R$ 250 mil para organizações para conservar a araucária.
- O incentivo visa conservar a espécie ameaçada de extinção, estimular restauração, plantio de mudas e uso sustentável, fortalecendo a cadeia produtiva do pinhão.
- O lançamento ocorreu em Cunha, no Vale do Paraíba, na 16ª Exposição do Pinheiro Brasileiro; Cunha é o maior produtor de pinhão do estado.
- Dados da Secretaria de Meio Ambiente apontam que, entre 2023 e 2025, produtores da região coletaram mais de 1.100 toneladas de sementes; a estimativa para 2026 é superior a 368 toneladas.
- O programa também prevê ações de restauração, preservação de áreas de preservação permanente e geração de renda para comunidades locais, com apoio da Fundação Florestal.
O Governo do Estado de São Paulo lançou um edital que paga até R$ 36 mil por produtor rural e até R$ 250 mil para organizações, com o objetivo de conservar a araucária. O programa, chamado PSA Araucária, foca em ações de conservação de árvores existentes, plantio de mudas e restauração de áreas de preservação. A iniciativa foi anunciada em Cunha, no Vale do Paraíba, durante a 16ª Exposição do Pinheiro Brasileiro de Cunha.
O edital visa proteger a araucária, espécie ameaçada de extinção, cujo habitat pode encolher até 2070 devido à exploração ilegal e às mudanças climáticas. O programa incentiva restauração ambiental, uso sustentável de recursos e geração de renda para comunidades locais, com foco na bioeconomia regional.
Além de pagar pelos serviços ambientais, o PSA Araucária prevê ações de restauração de áreas de preservação, manejo sustentável e desenvolvimento de cadeias produtivas ligadas ao pinhão. A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística avalia o edital como uma solução inovadora que equilibra conservação, desenvolvimento e geração de renda.
Economia verde
A Fundação Florestal, vinculada à Semil, coordena o edital e destaca que o PSA pretende fortalecer a cadeia do pinhão no estado, associando proteção ambiental a oportunidades de mercado para produtores. O pinhão, consumido na região, representa fonte de renda relevante para os produtores locais.
Cunha é apontada como o maior polo de pinhão de São Paulo. Dados da Semil indicam que, entre 2023 e 2025, produtores da região coletaram mais de 1,1 mil toneladas de sementes, com expectativa de superar 368 toneladas em 2026. A região utiliza a madeira de araucária de forma cuidadosa para não comprometer o ecossistema.
Entre os participantes do evento, agricultores de longa data, como Ademar Monteiro, destacaram a importância econômica do pinhão para a região. O projeto é visto como incentivo para estimular o plantio e ampliar a produção, diante do desafio da mão de obra e do envelhecimento das araucárias.
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