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Setor florestal de MG avança e projeta ciclo 2026-2030

Setor florestal de Minas projeta ciclo 2026-2030 com alta conservação de vegetação nativa, impulso à economia regional e metas de carbono neutro

Foto: Divulgação AMIF / DINO
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  • Minas Gerais possui cerca de 2,3 milhões de hectares de florestas plantadas, o que corresponde a 22% da base nacional, distribuídos em 94% dos municípios.
  • O estado conserva mais de 1,3 milhão de hectares de vegetação nativa, área semelhante à da cultura do café.
  • O setor atua em mais de 814 municípios mineiros, com participação relevante de pequenos e médios produtores, que representam cerca de cinquenta por cento da base florestal.
  • Em 16 de abril, a Associação Mineira da Indústria Florestal realizou evento carbono neutro pelos 50 anos de atuação, com posse do Conselho Deliberativo para o período 2026-2030; Júlio Ribeiro, CEO da Cenibra, é eleito presidente, e Adriana Maugeri permanece como presidente-executiva.
  • O comunicado aponta perspectivas de economia de baixo carbono, com florestas plantadas e áreas conservadas capazes de neutralizar as emissões de Minas Gerais, destacando a madeira como elemento estratégico para o futuro.

O setor florestal de Minas Gerais avança e traça diretrizes para o ciclo 2026-2030. Dados oficiais indicam que o estado tem cerca de 2,3 milhões de hectares de florestas plantadas, correspondendo a 22% da base nacional, espalhados por 94% dos municípios. Paralelamente, a conservação de vegetação nativa soma mais de 1,3 milhão de hectares, aproximadamente o tamanho da área ocupada pela cultura do café no estado.

A participação do setor na economia regional é expressiva, atingindo mais de 814 municípios. Pequenos e médios produtores representam metade da base florestal, mostrando um sistema agroindustrial com forte presença local. Parcerias entre produtores, cooperativas e entidades reforçam a relevância econômica e o compromisso com a preservação.

Além do saldo produtivo, the setor destaca ações de gestão e sustentabilidade. O secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de MG, Thales Fernandes, ressalta que florestas plantadas já são a maior cultura do estado e que a conservação é igualmente significativa. A liderança do setor reforça a necessidade de maior valorização dos produtores locais.

Setor carbono neutro marca 50 anos e nova gestão

A Associação Mineira da Indústria Florestal (AMIF) realizou, em 16 de abril, em Belo Horizonte, a celebração pelos 50 anos de atuação e a posse do Conselho Deliberativo para 2026-2030. Júlio Ribeiro, CEO da Cenibra, assume a presidência; Adriana Maugeri permanece como presidente-executiva. O evento foi organizado com foco de carbono neutro.

A presidente-executiva enfatiza que o setor já comprova, na prática, a coexistência entre produção e conservação de vegetação nativa. Segundo Maugeri, as florestas plantadas, somadas às áreas conservadas, neutralizam as emissões de carbono de Minas Gerais, fortalecendo a posição do estado em transição energética.

O novo ciclo deve ampliar as perspectivas de uma economia de baixo carbono. A gestão destaca que a madeira pode ser um material-chave para substituir fontes fósseis, com Minas em posição de protagonismo nesse processo. Ribeiro reforça a continuidade de uma trajetória de desenvolvimento sustentável, assegurando que cada 60 hectares plantados preservam 40 de vegetação nativa.

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