- O uso de “canetinhas” emagrecedoras começa a influenciar o comportamento do consumidor e pode levar supermercados a reverem o portfólio de produtos, segundo a Abras.
- O vice-presidente da Abras, Marcio Milan, diz que o setor busca dados para orientar decisões de sortimento, ainda em estágio inicial.
- Em março, o consumo nos lares brasileiros cresceu 3,2% em relação a março do ano anterior; avanço de 6,21% frente a fevereiro; primeiro trimestre com alta acumulada de 1,92%.
- O aumento foi puxado pela proximidade da Páscoa, pelo calendário de dias úteis e pela maior renda disponível com recursos como Bolsa Família, PIS/Pasep, IR e INSS.
- O indicador Abrasmercado aponta alta de 2,20% na cesta de 35 produtos em março, com a cesta média subindo de R$ 802,88 para R$ 820,54; há riscos de alta em alimentos por frete e custo de transporte.
O uso crescente de canetinhas para emagrecimento, popularmente chamadas de canetinhas, já provoca ajustes no varejo alimentar. Segundo Marcio Milan, vice-presidente da Abras, o setor analisa mudanças no portfólio com base em dados, ainda em estágio inicial, para entender o novo comportamento do consumidor.
O movimento indica que varejistas observam como as escolhas dos clientes estão se modificando. A Abras aponta que há demanda por informações que orientem decisões sobre sortimento, mas as mudanças ainda não chegaram a etapas avançadas.
Consumo e cenário em março
Dados da Abras mostram alta de 3,2% no consumo domiciliar em março ante igual mês de 2025. O indicador subiu 6,21% frente fevereiro, encerrando o trimestre com ganho de 1,92%. A Páscoa e o calendário influenciaram o desempenho.
O crescimento também reflete maior disponibilidade de renda, com saques de programas sociais como Bolsa Família, PIS/Pasep, restituições e pagamentos do INSS. Milan ressalta a importância de preços competitivos e eficiência operacional diante de custos logísticos globais.
Evolução de preços e perspectivas
O Abrasmercado, que acompanha a cesta de 35 produtos, registrou alta de 2,20% em março, o maior ritmo do trimestre. A cesta passou de R$ 802,88 para R$ 820,54. Em fevereiro houve alta de 0,47% e em janeiro queda de 0,16%.
Para os meses seguintes, há expectativa de alta em itens sensíveis a frete e clima. Milan cita o encarecimento do transporte como fator que pode elevar custos de reposição em cadeias logísticas longas, com potencial repasse a alimentos.
Impactos esperados no bolso do consumidor
Na cesta de 12 itens básicos, o preço médio passou de R$ 336,80 para R$ 344,40 em março, alta de 2,26%. A Abras sinaliza que o suporte ao consumo virá também com medidas como antecipação de 13º salário de aposentados e restituições do Imposto de Renda.
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