- A cobrança de 20% de imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, implementada pelo Programa Remessa Conforme desde agosto de 2024, preservou mais de 135 mil empregos e R$ 19,7 bilhões na economia brasileira.
- A medida impediu a entrada de R$ 4,5 bilhões em produtos importados e ajudou a manter condições de concorrência mais iguais para a indústria nacional.
- O superintendente de economia da CNI, Marcio Guerra, afirma que as importações são bem-vindas, desde que entrem no país em condições iguais.
- A arrecadação com o tributo mais que dobrou entre 2024 e 2025, indo de R$ 1,4 bilhão para R$ 3,5 bilhões; o volume de importações de bens de consumo subiu 20,2% nesse mesmo período.
- No cenário político, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, disse que irá discutir a revogação ou revisão da chamada “taxa das blusinhas”, envolvendo setor produtivo, consumidores e lideranças partidárias.
A cobrança de uma tarifa de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, adotada pelo Programa Remessa Conforme desde agosto de 2024, é apontada pela CNI como responsável por preservar empregos no Brasil. A estimativa aponta mais de 135 mil vagas mantidas e R$ 19,7 bilhões de atividade econômica protegidos.
A pesquisa da Confederação Nacional da Indústria mostra que a medida impediu a entrada de aproximadamente R$ 4,5 bilhões em itens importados, ajudando a manter a competitividade do setor nacional. O superintendente de economia da entidade, Marcio Guerra, destaca a necessidade de condições de igualdade para as importações.
Segundo a CNI, a tributação reduziu o fluxo de remessas de baixo valor. No ano anterior, houve queda de 10,9% no total de remessas que chegam ao Brasil, frente a 2024. Sem a taxa, a projeção seria de 205,9 milhões de pacotes entrando no país.
Efeitos fiscais e impacto setorial
A arrecadação com o tributo passou de R$ 1,4 bilhão em 2024 para R$ 3,5 bilhões em 2025, em meio a um aumento de 20,2% no volume de importações de bens de consumo. Esses dados reforçam o papel da taxa na equalização de condições entre produtos nacionais e importados.
Debates sobre a continuidade da cobrança
O presidente da Câmara, Hugo Motta, informou que pretende abrir discussão sobre a eventual revogação da taxa. O objetivo é ouvir setores produtivos, consumidores e lideranças partidárias para avaliar possibilidades de avanço ou não na mudança do regime.
Entre na conversa da comunidade