- Trafigura prepara entrada no trading de energia elétrica no Brasil, com estrutura em montagem e atuação já confirmada no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, além de figurar entre as maiores negociadoras globais de commodities, com receitas de US$ 240 bilhões em 2025.
- A operação ocorre em um momento de turbulência no setor, com várias tradings independentes de energia enfrentando crises financeiras e recuperações judiciais.
- No Brasil, o mercado de comercialização de energia reúne mais de quinhentas empresas, lideradas por elétricas e instituições financeiras, já com atuação de algumas tradings internacionais.
- O chefe de trading de eletricidade da Trafigura no Brasil será Pedro Vidal, ex-diretor de Comercialização da Light Com, com passagens por Lightsource (BP) e Energisa.
- Em dois mil e vinte e quatro, a Trafigura fechou acordo de leniência com autoridades brasileiras, aceitando pagar R$ quatrocentos e trinta e cinco milhões; a empresa não comenta oficialmente as operações.
A Trafigura, uma das maiores tradings globais, prepara entrada no trading de energia elétrica no Brasil. A operação visa ampliar a comercialização de energia no país, mantendo estrutura já montada no setor de petróleo e mineração.
Com receitas totais de US$ 240 bilhões em 2025, a empresa atua em eletricidade, gás, renováveis e carbono. Tem escritórios em mais de 50 países e operações em mais de setores, o que facilita a entrada em novos elos da cadeia.
O Brasil possui mais de 500 companhias no segmento de comercialização de energia. Entre líderes estão bancos como BTG Pactual e Santander, além de grandes elétricas. O mercado também conta com diversas comercializadoras independentes.
Contexto de Mercado
A Trafigura ainda não comentou oficialmente as operações no país. A entrada ocorre em meio a volatilidade de preços e à crise de liquidez enfrentada por várias comercializadoras menores.
Pedro Vidal será o chefe de trading de eletricidade da Trafigura no Brasil. Ex-diretor de Comercialização da Light, ele também atuou na Lightsource (BP), Energisa, Mercurio e Eneva.
Vidal terá o desafio de inserir a Trafigura em um cenário de variação de preços, com picos de volatilidade de curto prazo e liquidez reduzida no mercado de eletricidade brasileiro.
A volatilidade decorre da participação crescente de fontes com geração variável, como eólicas e solares. A falta de liquidez está associada a contratos de longo prazo mantidos por grandes geradores.
No debate do setor, há quem veja a crise como depuração. Outros aguardam impactos positivos da entrada de grandes tradings internacionais para diversificar o mercado.
No Brasil, a Trafigura já atua em petróleo e mineração, com escritórios no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. Em 2024, a empresa fechou acordo de leniência de R$ 435 milhões ligado a irregularidades da Petrobras.
Fonte consultada pelo mercado aponta que a estratégia é de longo prazo, com foco em estruturar operações e ampliar presença, ainda sem resultados imediatos.
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