Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Venezuelanos sobrevivem com centavos mesmo após promessa de renascimento econômico

Mesmo com promessas de recuperação, venezuelanos vivem com salário mínimo de cerca de US$ 0,27 e inflação elevada, recorrendo a crédito para compras

O salário mínimo não cobre nem um quilo de carne, refletindo a alta inflação e escassez de alimentos
0:00
Carregando...
0:00
  • Em Caracas, shopping popular fica cheio, mas muitas pessoas entram e saem com as mãos vazias, exceto numa loja de lingerie com descontos.
  • No shopping, pagamentos comuns acontecem por meio de um aplicativo que concede linhas de crédito ligadas a comerciantes, pagas em parcelas.
  • O Brasil? Não. A inflação segue alta e três meses de salário mínimo não chegam a US$ 1, com preços de combustível e alimentos subindo.
  • Já são mais de cem dias desde que Delcy Rodríguez assumiu como presidente interina; houve flexibilização de sanções e negociações com o FMI e o Banco Mundial, além de produção de petróleo em cerca de 1,1 milhão de barris por dia.
  • Empresas se adaptam: bodegones vão sumindo, enquanto concessionárias de veículos surgem, com crédito em dólares disponível para alguns, e muitos venezuelanos ainda enfrentam renda baixa e dificuldades.

No dia a dia de Caracas, lojas e shoppings seguem cheios, mas o consumo fica limitado pela inflação. Em um centro comercial do leste da cidade, muitos entram, olham e saem sem levar compras. A exceção fica por conta de uma loja de lingerie com fila para descontos.

Clientes recorrem a um aplicativo de crédito vinculados a comerciantes, pagando em parcelas. O método é popular para roupas e eletrodomésticos, mas também é usado para itens simples, como refeições. O crédito funciona mesmo em meio a uma moeda instável.

A economia venezuelana continua marcada pela hiperinflação e por restrições bancárias. O salário mínimo mensal não chega a US$ 1, segundo dados avaliados pela reportagem, mantendo o poder de compra muito baixo diante de preços em alta.

Inflação persiste após 100 dias de Delcy Rodríguez à frente

Já se passaram mais de 100 dias desde a posse de Delcy Rodríguez como presidente interina. Mudanças anunciadas incluem flexibilização de sanções do Tesouro dos EUA a instituições venezuelanas, o que pode favorecer a entrada de moeda estrangeira.

Rodríguez destacou, em 19 de abril, avanços esperados com o crescimento do PIB e a geração de mais empregos. Ela avaliou que o crescimento vem sendo observado ao longo de 20 trimestres consecutivos de expansão.

A reforma de leis setoriais, como Hidrocarbonetos e Mineração, é apresentada como caminho para atrair investimentos. A produção de petróleo está estimada em 1,1 milhão de barris por dia, segundo a gestão atual.

Apesar de sinais positivos, muitas empresas da área de consumo seguem operando com dificuldade. Enquanto shoppings exibem vitrines iluminadas, o comércio de rua permanece mais lento e alguns estabelecimentos fecham temporariamente.

A vida das famílias e o mercado

Em muitos bairros, o cenário de escassez persiste. O preço de alimentos e remédios supera a renda familiar, obrigando cidadãos a escolhas difíceis. Comer bem e manter tratamento médico aparecem como dilemas diários para idosos e trabalhadores.

Comércio automotivo ganha espaço em meio às dificuldades, com concessionárias oferecendo crédito em dólares para poucos compradores. A prática, porém, não atinge a maioria da população.

Trabalhadores e aposentados continuam buscando melhorias salariais. Na conversa com a imprensa internacional, eles destacam a necessidade de estabilização cambial e queda da inflação para reduzir o hiato com o dólar.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais