- Acionistas da Warner Bros. Discovery aprovaram, de forma esmagadora, a fusão de US$ 110 bilhões com a Paramount Skydance, empresa-mãe da CBS News.
- Votantes rejeitaram pacotes de remuneração elevados para executivos, incluindo pagamento de US$ 550 milhões ao presidente-executivo David Zaslav.
- As diretorias de ambas as empresas já haviam aprovado a fusão; os acionistas foram convidados a confirmar o negócio.
- O acordo ainda precisa de aprovações regulatórias do Departamento de Justiça dos Estados Unidos e de órgãos regulatórios europeus, além de possível ação judicial de uma coalizão de procuradores-gerais estaduais.
- Caso seja concluída, as ações da Warner Bros. Discovery devem pagar US$ 31 por ação, com expectativa de fechamento entre julho e setembro.
Warner Bros Discovery obteve aprovação majoritária de acionistas para a fusão de US$ 110 bilhões com Paramount Skydance, controladora da CBS News. O negócio ainda depende de autorizações regulatórias e de possíveis ações legais, conforme anunciado nesta semana.
Os acionistas de ambas as empresas já tinham aprovado a transação, que envolve o estabelecimento de uma nova gigante de mídia e entretenimento. O acordo prevê pagamento de US$ 31 por ação aos acionistas da WBD, com conclusão prevista entre julho e setembro deste ano.
Executivos das companhias destacaram o avanço como marco para criar uma empresa de próxima geração, com maior portfólio e alcance global. A WBD informou que a aprovação dos acionistas representa etapa importante rumo ao fechamento, sujeito a regulações e trâmites finais.
O pacote de remuneração para a liderança, incluindo uma possível soma de US$ 550 milhões ao CEO David Zaslav, foi alvo de críticas entre alguns acionistas, que votaram contrariamente a esses termos. As informações sobre compensação foram divulgadas em meio ao processo de aprovação.
Reguladores e ações legais
A fusão ainda precisa de aprovações do Departamento de Justiça dos EUA e de autoridades regulatórias europeias. Há possibilidade de ações judiciais movidas por uma coalizão de procuradores-gerais estaduais, que pode atrasar ou alterar o acordo.
Especialistas veem risco de obstáculos legais que poderiam inviabilizar a fusão, dependendo de avaliações sobre concorrência, conteúdo e impactos no mercado. Análises e discussões sobre o tema ocorreram em audiências e debates da imprensa.
Reações públicas e próximos passos
Participantes de debates públicos reafirmaram preocupações sobre impactos no jornalismo, empregos e diversidade de conteúdo, além de possíveis mudanças na atuação de canais de notícias. As discussões incluíram nomes críticos ao acordo, sem que o texto finalize a análise pública.
As empresas sinalizam que aguardam o desfecho regulatório para avançar com o fechamento. Caso aprovado, o acordo deverá criar uma nova empresa de média e entretenimento com operações integradas e portfólios de conteúdo amplos.
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