- A área de fiscalização do Banco Central encolheu 21,7% desde 2015, passando de 774 para 606 servidores em 2026.
- Enquanto o quadro diminuiu, o número de instituições autorizadas a operar subiu de 578 para 889 no mesmo período (excluídas cooperativas de crédito e administradoras de consórcio).
- O crescimento de instituições de pagamento mostra maior concorrência no mercado, indo de zero em 2015 para 203 hoje.
- Com menos gente, a supervisão recai sobre mais regulados em um setor mais complexo, segundo o presidente do BC, Gabriel Galípolo, em audiência na CPI do crime organizado.
- O Banco Central tem 3.068 servidores no total, conforme dados de março.
A área de fiscalização do Banco Central (BC) encolheu nos últimos dez anos. De 2015 a 2026, o quadro de servidores caiu 21,7%, de 774 para 606 funcionários. A supervisão bancária e o acompanhamento de riscos ficaram mais enxutos mesmo diante de um mercado mais complexo.
Essa redução contrasta com o crescimento do universo regulado. O número de instituições autorizadas pelo BC subiu de 578 para 889 no mesmo período, excluindo cooperativas de crédito e administradoras de consórcios. O avanço se destaca também pela expansão das instituições de pagamento (IPs), de 0 para 203.
Com menos equipes, a supervisão recai sobre um conjunto maior de regulados e sobre um sistema mais intricado. Em 8 de abril, durante audiência na CPI do crime organizado, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, comparou o regulador brasileiro a Fed e ao BC da Índia em termos de quadro de servidores. O BC brasileiro tem 3.068 funcionários, segundo dados de março.
A reportagem completa traz a leitura sobre o impacto dessa evolução na supervisão do sistema financeiro e nos riscos que deveriam ter sido mitigados, como no caso envolvendo o Banco Master. Fonte: Valor Econômico, com dados obtidos via LAI.
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