- O Instituto Ética Saúde estima perda de cerca de R$ 26 bilhões por ano com corrupção na saúde, equivalente a 2,3% dos gastos do setor.
- Em 2019, o prejuízo era de R$ 14,5 bilhões, indicando um crescimento de 79% no valor atual.
- Os recursos desviados poderiam financiar 52 hospitais públicos de grande porte, 26 mil UTIs móveis ou mais de 2.200 aparelhos de ressonância magnética de alta resolução.
- O IES atua com diretrizes de autorregulação e programas de integridade para fortalecer governança e prevenir fraudes na cadeia de saúde.
- Especialistas ressaltam que a corrupção reduz o acesso a diagnóstico e tratamento, exigindo fiscalização, transparência e mobilização social.
O Brasil perde cerca de R$ 26 bilhões por ano com corrupção na área da saúde, segundo o Instituto Ética Saúde (IES). O valor representa aproximadamente 2,3% dos gastos totais com saúde no país. Com PIB de R$ 11,7 trilhões, os investimentos em saúde chegam a 9,7% do total, massificando o desvio.
Entre 2019 e o período analisado, o prejuízo passou de R$ 14,5 bilhões para R$ 26 bilhões, um crescimento de 79%. Os desvios comprometem a capacidade de atendimento da população e reduzem a qualidade de diagnósticos e tratamentos.
Em termos práticos, o montante desviado poderia financiar 52 hospitais públicos de grande porte, 26 mil UTIs móveis ou mais de 2.200 aparelhos de ressonância magnética de alta resolução. A perda afeta diretamente o acesso aos serviços de saúde.
Aprofundamento sobre a base da estimativa
O IES afirma que a corrupção na saúde não é apenas financeira, mas também impacta a vida das pessoas ao reduzir diagnósticos precoces e opções terapêuticas. O instituto aponta que operações recentes mostraram vulnerabilidades em contratos emergenciais e compras de insumos.
Para o instituto, a redução de recursos disponíveis gera fragilidades na vigilância, fiscalização e governança da cadeia de saúde. O objetivo é estimular práticas mais transparentes entre empresas, prestadores e instituições.
Atuação do Instituto Ética Saúde
O IES trabalha com diretrizes de autorregulação, programas de integridade e ações de conscientização. O foco é prevenir fraudes e fortalecer a confiança entre setor e sociedade, promovendo relações mais responsáveis na cadeia de saúde.
O presidente do IES reforça que o enfrentamento da corrupção exige fiscalização, transparência e cooperação entre órgãos. Além disso, é central mobilizar a sociedade para melhorar o equilíbrio entre recursos e necessidades.
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