- O Brasil registrou déficit em transações correntes de US$ 6,036 bilhões em março, frente US$ 2,930 bilhões em março de 2025.
- No acumulado em doze meses, o déficit foi de US$ 64,274 bilhões, equivalente a 2,71% do PIB; após revisão metodológica, a leitura passou a 2,61% do PIB até fevereiro de 2026.
- Investimentos estrangeiros em carteira tiveram saída líquida de US$ 2,994 bilhões em março; no mesmo mês de 2025 houve saída de US$ 1,094 bilhão.
- No mercado de renda fixa, houve saída líquida de US$ 2,598 bilhões em março, com resultado negativo de US$ 2,472 bilhões no mercado interno e US$ 126 milhões no externo.
- A remessa líquida de lucros e dividendos para o exterior ficou em US$ 4,780 bilhões; gastos de turistas estrangeiros no Brasil foram US$ 934 milhões, enquanto brasileiros que viajaram ao exterior gastaram US$ 1,990 bilhão, gerando déficit de viagens de US$ 1,056 bilhão.
O Brasil registrou déficit em transações correntes de US$ 6,036 bilhões em março, conforme dados divulgados pelo Banco Central (BC). O resultado foi pior do que o registrado em março de 2025, quando o saldo ficou negativo em US$ 2,930 bilhões.
No acumulado de 12 meses, o déficit somou US$ 64,274 bilhões, equivalente a 2,71% do PIB estimado pelo BC. O país mantém fluxo negativo em comércio, renda e transferências unilaterais, conforme a leitura mais recente da autoridade monetária.
Investimentos estrangeiros em carteira apresentaram saída líquida de US$ 2,994 bilhões em março, contra US$ 1,094 bilhão no mesmo mês de 2025. No mercado de renda fixa, houve saída líquida de US$ 2,598 bilhões em março.
No mercado interno, o resultado em renda fixa ficou negativo em US$ 2,472 bilhões; no externo, houve saída de US$ 126 milhões. Já o fluxo de investimentos em ações via bolsas registrou entrada de US$ 138 milhões no trimestre.
A remessa líquida de lucros e dividendos para o exterior ficou em US$ 4,780 bilhões em março, ante US$ 4,317 bilhões em março de 2025. Os brasileiros gastaram US$ 1,990 bilhão em viagens internacionais, frente US$ 1,558 bilhão há um ano.
Os estrangeiros que estiveram no Brasil gastaram US$ 934 milhões, comparado a US$ 930 milhões em março de 2025. Com isso, houve déficit na conta de viagens de US$ 1,056 bilhão no mês, versus US$ 628 milhões em 2025.
Metodologia e impactos na leitura do déficit
O BC informou que revisou a metodologia das estatísticas de receitas de viagens internacionais. A atualização, iniciada em fevereiro de 2025, foi incorporada na série divulgada nesta sexta-feira.
A revisão envolve reclassificação de receitas de viagens que antes estavam na conta financeira de moedas e depósitos, com melhoria das fontes. Em 2025, as receitas passaram a ser ajustadas em US$ 2,6 bilhões; em 2026, em US$ 900 milhões.
Segundo o BC, a alteração também afeta 2023 e 2024, com revisões de US$ 100 milhões e US$ 1,1 bilhão, respectivamente. Como efeito, o déficit de transações correntes nos 12 meses até fevereiro de 2026 foi revisado de 2,71% para 2,61% do PIB.
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