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Brasileiros dobram compras de criptoativos no exterior no 1º trimestre, diz BC

Brasileiros mais que dobraram as compras de criptoativos no exterior no 1º trimestre, com US$ 6,8 bilhões em stablecoins; BC aponta ampliação da coleta de dados do setor externo

Brasileiros mais que dobraram compra de criptoativos no exterior no 1º trimestre, diz BC — Foto: Pixabay
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  • Brasileiros aumentaram suas compras de criptoativos no exterior no 1º trimestre, de US$ 3,1 bilhões em 2025 para US$ 6,9 bilhões entre janeiro e março de 2026.
  • Do total do 1º trimestre, US$ 6,8 bilhões estão relacionados a operações com stablecoins e US$ 116 milhões a ativos sem passivo correspondente, como bitcoins.
  • A estatística considera o resultado líquido de entradas e saídas de recursos com criptoativos no exterior.
  • O Banco Central informou que a regulação do mercado de ativos virtuais entrou em vigor em fevereiro e prevê obrigação de divulgação de informações pelos atores do setor.
  • O chefe do departamento de estatísticas do BC, Fernando Rocha, afirmou que, no segundo semestre, deve haver um conjunto de dados mais robusto sobre transações externas de criptoativos.

Do que aconteceu, quem envolvido, quando e onde: brasileiros ampliaram expressivamente as compras de criptoativos no exterior no primeiro trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025. O total foi de cerca de US$ 6,9 bilhões, ante US$ 3,1 bilhões.

A maior parte desse volume, US$ 6,8 bilhões, refere-se a operações com stablecoins, enquanto US$ 116 milhões dizem respeito a ativos sem contraparte, como bitcoins. O movimento já mostrava alta ao longo de 2025, com US$ 6 bilhões registrados no último trimestre do ano.

Aregulamentação do setor de ativos virtuais entrou em vigor em fevereiro, conforme o Banco Central. A norma estabelece a obrigação de informações pelos participantes do mercado ao BC. Essa previsão visa ampliar o controle sobre o fluxo externo de criptoativos.

Regulação e impacto

Segundo o BC, as informações começarão a ser prestadas entre o fim do primeiro semestre e o início do segundo. O objetivo é que, no segundo semestre, haja tratamento, validação e um conjunto de dados mais robusto sobre transações externas com criptoativos.

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