- A Ecopetrol chegou a acordo com um grupo de acionistas para comprar 26% da Brava Energia (BRAV3), visando controlar a companhia, atingindo 51% das ações com direito a voto.
- A Brava informou também a possibilidade de realização de oferta pública voluntária (OPA) para aquisição de ações adicionais.
- A OPA tem prêmio em torno de 28% acima da média ponderada por volume das ações nos 90 dias anteriores à operação, conforme comunicado.
- Analista destaca que o movimento muda o perfil de risco e governança, passando de tese independente para tese de controle, com ganhos de escala, mas menor previsibilidade no curto prazo.
- Não é certo que a empresa sairá da bolsa; o objetivo principal parece ser ganho de controle, e a saída depende de regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da maioria de acionistas minoritários.
A Brava Energia informou nesta quinta-feira (23) que recebeu sinalização da Ecopetrol sobre um acordo com acionistas para comprar 26% do capital da empresa, com objetivo de alcançar 51% de participação com direito a voto. A operação pode incluir uma oferta pública voluntária para aquisição de ações adicionais.
A transação pode mudar o perfil de governança da Brava. Segundo o analista Sidney Lima, da Ouro Preto Investimentos, a empresa passaria de tese independente para uma tese de controle, com ganhos de escala, porém menor previsibilidade estratégica no curto prazo.
A oferta embutida traz um prêmio de cerca de 28%, acima da média ponderada por volume dos ativos nos 90 dias anteriores ao anúncio. O prêmio impacta o potencial de valorização imediata para novos acionistas, mas reduz riscos de execução no médio prazo, conforme avaliação do analista.
Nem toda OPA resulta na retirada da Brava da B3. A Ecopetrol poderia buscar controle sem levar a empresa ao deslistamento, dependendo de regras da CVM. A saída, se ocorrer, exigiria compra de quase todas as ações e acordo com minoritários.
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