- Adam Smith diz que comércio e indústria prosperam quando há confiança na justiça do governo.
- O Brasil tem recursos, mas sofre de déficit de confiança e de previsibilidade nas regras.
- Regras estáveis ajudam o capital a entrar; se faltam, o capital fica mais caro ou não vem.
- Episódios de promiscuidade entre poder político, sistema financeiro e instituições públicas minam a confiança, gerando dúvida.
- Sem confiança, o custo do capital aumenta, o investimento cai e não há crescimento nem prosperidade.
A notícia aborda, em tom de opinião, a relação entre confiança e desenvolvimento no Brasil. O autor sustenta que o país tem recursos, porém sofre de déficit de confiança na justiça e nas regras, o que prejudica o ambiente de negócios.
Segundo o texto, a previsibilidade é essencial para atrair investimentos. Quando contratos são vistos como instáveis ou quando a lei parece variada, cresce o prêmio de risco e o capital pode buscar outros destinos.
A análise aponta que episódios recentes envolvendo o poder político, o sistema financeiro e instituições públicas alimentam dúvidas sobre a imparcialidade das decisões. Mesmo com investigações em curso, a percepção de promiscuidade institucional é suficiente para corroer a confiança.
O artigo ressalta que a falta de confiança eleva o custo do capital, reduz o investimento e freia o crescimento. Sem crescimento, não há prosperidade, independentemente da riqueza de recursos naturais ou riqueza humana.
A autoria fica a cargo de Mateus Bandeira, conselheiro de administração, ex-CEO da Falconi e ex-presidente da Oi e do Banrisul, e acompanha a produção do Portal Tela como reflexão sobre o tema.
Entre na conversa da comunidade