- Déficit externo de março foi de seis bilhões de dólares, levando o déficit acumulado de doze meses a setenta e quatro bilhões e trezentos milhões, equivalentes a dois vírgula setenta e um por cento do PIB.
- Balança de bens permaneceu com superávit, mas menor, em cinco bilhões e seiscentos milhões de dólares; importações cresceram quase vinte por cento, enquanto as exportações aumentaram cerca de nove e meia por cento.
- Conta de serviços registrou déficit de quatro bilhões e oitocentos milhões de dólares, pressionado por gastos com tecnologia, transporte, uso de propriedade intelectual e maior despesa de brasileiros no exterior.
- Renda primária teve déficit de sete bilhões e quatrocentos milhões de dólares, com elevação de juros e remessas de lucros e dividendos ao exterior.
- Investimento direto estrangeiro recebeu seis bilhões de dólares em março, mantendo-se próximo do registrado em igual mês de 2025; reservas internacionais fecharam março em trezentos e sessenta e dois bilhões de dólares, queda de nove bilhões e cem milhões, com reações cambiais e intervenções no mercado.
O Banco Central informou que o déficit em transações correntes do Brasil ficou em 6 bilhões de dólares em março de 2026, quase o dobro de março de 2025 (2,9 bilhões). O resultado é parte de uma deterioração das contas externas no curto prazo.
No acumulado de 12 meses, o rombo sumou 64,3 bilhões de dólares, equivalentes a 2,71% do PIB. A balança comercial de bens manteve superávit, mas menor: 5,6 bilhões em março, frente 7,2 bilhões em 2025, com importações +20% e exportações +9,5%.
O déficit de serviços atingiu 4,8 bilhões de dólares, pressionado por gastos com tecnologia, transporte e uso de propriedade intelectual, além do aumento de despesas de brasileiros no exterior. Despesas com viagens internacionais subiram mais de 60% na comparação anual.
O déficit em renda primária chegou a 7,4 bilhões de dólares, refletindo juros, remessas de lucros e dividendos para o exterior, em um quadro de juros elevados e presença de empresas estrangeiras na economia brasileiras.
Apesar do cenário externo mais desfavorável, o país manteve fluxo de investimentos diretos: entraram 6 bilhões de dólares em março, próximo ao mesmo mês de 2025. Em 12 meses, os investimentos diretos somam 75,7 bilhões de dólares, 3,18% do PIB.
Houve saída líquida de 2,9 bilhões de dólares em investimentos em carteira no mês, sinalizando cautela de investidores financeiros diante do cenário externo. As reservas internacionais fecharam março em 362 bilhões de dólares, queda de 9,1 bilhões frente a fevereiro.
O BC também informou uma revisão metodológica nas estatísticas de viagens internacionais, que elevou as receitas desse item ao incorporar novas formas de registro de gastos de estrangeiros no Brasil.
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