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Dólar abre estável em R$ 5,00 com petróleo e medidas do governo

Dólar abre estável em R$ 5,00; petróleo acima de US$ 100 e Hormuz com tráfego quase parado; governo quer usar receita extra para reduzir tributos sobre combustíveis

Dólar fechou ontem acima de R$ 5,00 pela primeira vez em oito sessões.
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  • Dólar abriu estável em torno de R$ 5,00, cotado a R$ 5,002, com variação de 0,03% frente ao fechamento de ontem.
  • Petróleo opera acima de US$ 100 o barril, com Brent em torno de US$ 105,24; trajetória ligada a tensões no Irã.
  • Estreito de Hormuz permanece quase bloqueado, com apenas oito navios passando, cerca de 20% do petróleo mundial em jogo.
  • Irã afirma ter começado a arrecadar pedágio pelo tráfego marítimo no estreito, conforme agência Tasnim.
  • Ibovespa fechou em queda de 0,78%; governo enviará ao Congresso um projeto para usar arrecadação extra do petróleo para reduzir tributos sobre gasolina, etanol, diesel e biodiesel.

O dólar abriu estável nesta sexta-feira, cotado em torno de R$ 5,00 frente ao fechamento de ontem. O patamar ocorre em sessão de pouca volatilidade, com o petróleo mantendo-se acima de US$ 100 o barril Brent e o tráfego pelo Estreito de Hormuz praticamente parado devido a incertezas na trégua entre EUA e Irã.

O câmbio abriu em R$ 5,00, com leve alta de 0,03% frente ao fechamento anterior. Na semana, a moeda accumula alta de cerca de 0,4%. O petróleo, que já caminhava pressionado, chegou a US$ 107 no início do dia e recuou marginalmente para US$ 105,24, mantendo o prêmio de risco ligado ao estreito.

Estreito de Hormuz e petróleo

O tráfego na rota, responsável por cerca de 20% do abastecimento mundial, segue com baixa intensa. Ontem, apenas oito navios ultrapassaram a passagem, segundo monitoramento da Maritime Traffic, da Kpler, muito aquém da média prévia, que superava 150 travessias diárias.

Repercussões econômicas

A elevação recente do petróleo aumenta as preocupações inflacionárias e pressiona cenários de política monetária. Analistas lembram que a alta influencia expectativas de juros, especialmente para o câmbio e custos internos.

O Irã informou que já arrecada pedágio pela passagem na costa, conforme a Tasnim, citada pela imprensa local. A notícia, associada ao controle da via, amplia as pressões sobre preços internacionais.

Política e mercado brasileiro

Em Washington, o presidente Donald Trump afirmou que não pretende usar armas nucleares na guerra contra o Irã, sinalizando abertura para novas negociações diplomáticas. A postura não afeta imediatamente o fluxo de notícias sobre o conflito.

O Ibovespa fechou o pregão anterior em queda de 0,78%, aos 191.378 pontos, repetindo trajetória de baixa em cinco dos últimos seis pregões. O recuo ocorre com o mercado atento a medidas do governo brasileiro para mitigar impactos da guerra na economia.

Medidas governamentais

O governo anunciou o envio de um projeto de lei ao Congresso para usar a arrecadação adicional gerada pela alta do petróleo na redução de tributos sobre gasolina, etanol, diesel e biodiesel. A proposta visa atenuar os efeitos da guerra sobre preços domésticos.

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