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Economista aponta situação fiscal como calcanhar de Aquiles do Brasil

Dívida brasileira fica 25 pontos percentuais acima da média de emergentes, limitando ações contra inadimplência e destacando fragilidades fiscais

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  • Economista Gabriel Barros, chefe da ARX Investimentos, classifica a situação fiscal do Brasil como “calcanhar de Aquiles” em entrevista ao Morning Call, da CNN Money.
  • Barros aponta que a dívida pública brasileira está 25 pontos percentuais do PIB acima da média dos países emergentes, em meio a uma carga tributária elevada.
  • Dados da Serasa mostram inadimplência de 38% em um período de 10 anos, gerando preocupação para governo e sistema financeiro.
  • O economista critica a falta de credibilidade das regras fiscais e afirma que o governo tem gasto fora das regras de forma recorrente, limitando ações para reduzir o endividamento.
  • Segundo Barros, sob relação à dívida, déficit nominal e carga tributária, o Brasil tem um ponto de partida fiscal mais fraco em comparação aos pares.

O economista Gabriel Barros classificou a situação fiscal do Brasil como o calcanhar de Aquiles do país durante entrevista ao Morning Call da CNN Money, nesta sexta-feira (24). Ele destacou que a dívida pública brasileira está cerca de 25 pontos percentuais do PIB acima da média dos emergentes, o que, na visão dele, restringe ações para combater a inadimplência.

Barros apontou ainda a percepção de que as regras fiscais perderam credibilidade, dizendo que o governo tem gasto além do permitido de forma constante. Segundo o economista-chefe da ARX Investimentos, esse comportamento compromete a capacidade de adotar medidas para reduzir o endividamento da população.

Dados recentes da Serasa Experiência apontam que a inadimplência atingiu 38% em um período de 10 anos, indicador que traz preocupação a autoridades e especialistas. O economista ressaltou que, em termos fiscais, o Brasil parte de um ponto de partida mais desfavorável quando se observa dívida, déficit nominal e carga tributária.

Para Barros, a combinação de dívida elevada, déficit e tributação alta coloca o Brasil em uma posição atípica frente a pares internacionais, evidenciando o desafio de alinhar políticas fiscal e monetária e de restaurar a credibilidade das regras fiscais no curto prazo.

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