- O Ibovespa fechou em queda de 0,78%, aos 191.378,43 pontos, com aversão ao risco impulsionada por tensões no Oriente Médio.
- Petrobras subiu 1,13% (ON) e 1,36% (PN); Vale caiu 1,43%; setor financeiro teve perdas, com Santander Unit (-0,83%) e Bradesco (-2,16%).
- O dólar avançou 0,6% em relação ao real, operando próximo de R$ 5, com realização de lucros e posição defensiva diante do cenário externo.
- Brent chegou a US$ 105,21 o barril (alta de 0,13%), enquanto WTI recuou 0,42% para US$ 95,45; minério de ferro em Dalian fechou em US$ 115,07/ton com estoques.
- No Brasil, governo enviou ao Congresso proposta para usar receitas extraordinárias do petróleo para compensar cortes de tributos sobre combustíveis, em vez de isenção imediata.
O impasse entre Estados Unidos e Irã intensificou a aversão ao risco nos mercados globais, sustentando a volatilidade e afetando ativos de risco. O petróleo segue pressionado, com o Brent acima de 105 dólares e o WTI próximo de 95 dólares, reflexo da tensão geopolítica e de sinais de enfraquecimento das negociações.
No Brasil, o Ibovespa fechou em queda de 0,78%, aos 191.378,43 pontos, pressionado pela aversão ao risco externa. Petrobras teve ganhos, de 1,13% (ON) e 1,36% (PN); Vale caiu 1,43%. O setor financeiro puxou perdas, com Santander Unit em -0,83% e Bradesco em -2,16%.
O dólar voltou a operar próximo de R$ 5, com avanço de 0,6%, impulsionado pela realização de lucros e pela busca por ativos defensivos diante do conflito no Oriente Médio.
Cenário internacional e impactos
A piora na percepção sobre o conflito no Oriente Médio elevou a volatilidade global. A postura entre EUA e Irã ganhou contornos mais estruturais, com continuidade do bloqueio no Estreito de Ormuz e retórica militar em evidência, ampliando a incerteza nos mercados.
No front de commodities, o Brent avancou 0,13% para US$ 105,21 o barril, enquanto o WTI caiu 0,42% para US$ 95,45. O minério de ferro, em Dalian, subiu 0,19%, a US$ 115,07 por tonelada, com estoques sendo recompostos antes do feriado do Dia do Trabalho.
Medidas no Brasil sobre combustíveis
A resposta do governo brasileiro à alta dos combustíveis gerou ruído: a isenção imediata de impostos foi substituída por uma proposta gradativa. O governo enviou ao Congresso um projeto para usar receitas extraordinárias do petróleo para compensar cortes de tributos sobre combustíveis.
Especialistas destacam que a dependência de receitas voláteis pode limitar o efeito inflacionário e criar precedentes para o arcabouço fiscal, mantendo a inflação sob vigilância e a necessidade de equilíbrio orçamentário.
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