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Medidas para conter alta do petróleo aliviam pressão nas contas públicas

Medidas para conter petróleo aliviam preços no curto prazo, mas elevam incerteza fiscal e risco de maior endividamento no médio prazo

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  • O governo adotou medidas para conter a alta dos combustíveis, zerando PIS/Cofins sobre diesel, oferecendo subsídios para diesel nacional e importado, GLP importado e querosene de aviação, além de linhas de crédito para companhias aéreas.
  • A estratégia visa reduzir o repasse da alta internacional do petróleo para a bomba e controlar a inflação, especialmente no transporte, mas pode gerar impacto fiscal de médio prazo.
  • A economista Bruna Alleman alerta que há imprevisibilidade e risco de efeito rebote nas contas públicas, com recomposição fiscal no próximo ano podendo ficar difícil.
  • A ANP ampliou a fiscalização para coibir abusos de preços e o governo anunciou projeto de lei para usar receitas extras geradas pela alta do petróleo — como royalties — para financiar futuras desonerações.
  • No mercado, o fluxo de dinheiro tende a buscar maior segurança; sem previsibilidade, investidores reavaliam riscos, mantendo pressão sobre juros, inflação e o consumidor.

O governo iniciou uma série de medidas para conter a alta do petróleo e proteger as contas públicas. A ideia é reduzir o impacto sobre o consumidor no curto prazo, sem perder o foco na responsabilidade fiscal.

Especialistas alertam que o equilíbrio é frágil. Economistas lembram que o custo fiscal dessas ações pode aparecer mais adiante, se não houver planejamento estrutural para a política de preços e de custos públicos.

Bruna Alleman, chefe de investimentos da Nomos, aponta que as medidas atuam como um colchão temporário. O objetivo é reduzir o repasse da alta internacional do petróleo para os preços internos, limitando a inflação no curto prazo.

Medidas do governo para segurar os combustíveis

Desde março, o governo tem atuado com um conjunto de ações, começando pelo diesel com zeragem de PIS/Cofins. Também houve apoio ao gás de cozinha e ao setor aéreo, com linhas de crédito e adiamento de tarifas.

A ANP ampliou a fiscalização para coibir abusos de preço e apresentou ao Congresso um projeto que permite usar receitas adicionais geradas pela alta do petróleo — como royalties — para financiar futuras reduções de tributos.

Principais medidas adotadas

  • Zeragem de PIS/Cofins sobre o diesel
  • Subvenção de R$ 0,32 por litro para produtores nacionais
  • Subvenção de R$ 1,20 por litro para diesel importado
  • Nova subvenção de R$ 0,80 por litro para diesel nacional
  • PIS/Cofins zerados sobre o biodiesel
  • Subvenção de R$ 850 por tonelada de GLP importado
  • Zeragem de PIS/Cofins sobre o querosene de aviação
  • Linhas de crédito de até R$ 9 bilhões para companhias aéreas
  • Reforço da fiscalização da ANP e punições mais duras para abusos
  • Novo projeto de lei para usar royalties na compensação de futuras desonerações

Analistas ressaltam que a senda das despesas públicas pode pressionar juros e inflação se não houver ajuste fiscal robusto. O cenário ainda depende de cobranças, arrecadação e efeitos de mercado.

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