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PF investiga aplicações de recursos de prefeituras no Master

PF investiga aplicações de RPPS no Master; operação coincide com aperto do CMN em gestão de risco para investimentos de aposentadorias

José Savoia, ex-Previc: há poucos casos de RPPS que investiram no Master — Foto: Wenderson Araujo/Valor
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  • A Polícia Federal realizou operação no interior de São Paulo para avançar em apurações sobre irregularidades envolvendo investimentos de RPPS no Master.
  • O foco é apurar possíveis irregularidades na aplicação de recursos de previdência de funcionários públicos em títulos privados relacionados ao Master.
  • Os RPPS são regimes próprios de previdência, cujos investimentos passaram a ser alvo de investigações.
  • O Conselho Monetário Nacional (CMN) apertou regras de gestão de risco e governança para investimentos dos RPPS em títulos privados após o escândalo.

Uma operação da Polícia Federal (PF) realizada nesta quinta-feira no interior de São Paulo mira investigações sobre supostas irregularidades envolvendo aplicações de fundos de aposentadoria de servidores públicos no Master. A ação busca esclarecer recursos de RPPS usados em investimentos na instituição financeira envolvida no esquema.

A operação faz parte de desdobramentos do escândalo envolvendo o Banco Master. Autoridades buscam dados que indiquem irregularidades na aplicação de recursos de aposentadorias de funcionários públicos em títulos privados geridos pelo banco.

Segundo informações publicadas pelo Valor Econômico, o CMN alterou regras de gestão de risco e governança para investimentos de RPPS em títulos privados após o caso ter ganhado repercussão. A mudança visa aumentar o rigor na seleção e fiscalização dessas aplicações.

Contexto do caso

José Savoia, ex-Previc, aponta que há poucos casos de RPPS que investiram no Master, o que reforça a necessidade de apurar as operações já investigadas. As autoridades ressaltam que a fiscalização sobre investimentos de RPPS segue em andamento.

Desdobramentos esperados

Fontes ligadas ao inquérito afirmam que novas diligências devem avançar, com análise de contratos, fluxos financeiros e controle de risco. A PF pretende esclarecer quem autorizou e quem participou das decisões de investimento.

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