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Projeto de fertilizante verde reduz dependência da indústria do gás natural

Projeto de fertilizante verde no Paraguai usa energia hidrelétrica para substituir gás natural, com produção prevista para 2029 e financiamento de US$ 665 milhões

Comportas de um vertedouro de Itaipu Binacional, a segunda maior hidroelétrica do mundo; a usina da Atome utilizará energia hidrelétrica da barragem na fronteira do Paraguai com o Brasil
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  • A Atome, listada no Reino Unido, investirá US$ 665 milhões em uma usina no Paraguai, em Villeta, para produzir cerca de 260 mil toneladas por ano de fertilizante usando energia hidrelétrica.
  • O projeto testa se energia renovável de baixo custo pode sustentar a produção de amônia sem gás natural, diante da crise envolvendo o Oriente Médio e os preços de fertilizantes.
  • O financiamento inclui dívida de US$ 420 milhões e capital próprio de US$ 245 milhões, com apoio da Corporação Financeira Internacional e do Banco Europeu de Investimento; a Hy24 lidera o investimento, e a empresa norueguesa Yara International comprará toda a produção por um contrato de dez anos.
  • A iniciativa é apresentada como resposta à vulnerabilidade geopolítica da cadeia de fertilizantes, que depende fortemente de gás natural e de regiões exportadoras limitadas.
  • A construção deve começar em breve, com início da produção previsto para 2029; a usina de Villeta representará menos de 1% do mercado global de fertilizantes nitrogenados.

Um grupo de fertilizantes verdes, listado no Reino Unido, vai desenvolver um projeto piloto no Paraguai para testar a produção de amônia sem gás natural, usando energia hidrelétrica de baixo custo. A iniciativa ocorre em meio a tensões que afetam o mercado global de fertilizantes.

A usina de Villeta, no Paraguai, terá investimento total de US$ 665 milhões e produzirá cerca de 260 mil toneladas por ano para mercados da região. A decisão foi anunciada pela Atome, que vê o projeto como resposta à dependência de combustíveis fósseis e às vulnerabilidades geopolíticas.

A planta será financiada com participação de credores de desenvolvimento, incluindo a Corporação Financeira Internacional e o Banco Europeu de Investimento, com capital majoritariamente aportado pela Hy24. A proteção da produção está assegurada por contrato de venda com a Yara International, válido por 10 anos.

O impulso para fertilizantes verdes surge diante da crise no fornecimento de gás, alimentada por conflitos no Oriente Médio e interrupções em rotas comerciais estratégicas, como o estreito de Hormuz. O hidrogn endereçará parte das altas dependências históricas do gás natural na produção de amônia.

Segundo os dirigentes, o Paraguai foi escolhido por combinar demanda agrícola significativa com disponibilidade limitada de gás doméstico. A estratégia busca reduzir a exposição a volatilidade dos preços do gás e fortalecer a resiliência regional.

A Atome afirma que o projeto representa um marco industrial, não apenas ambiental. A meta é demonstrar viabilidade econômica de instalações de fertilizante verde em escala industrial com custo competitivo.

Espera-se que a construção tenha início em breve e que a produção tenha início em 2029, oferecendo um modelo para futuras operações similares em outros mercados dependentes de importação.

O custo de energia é visto como fator decisivo para competir com a produção tradicional. Estima-se que a energia de longo prazo fique em torno de US$ 30 por megawatt-hora, conforme o planejamento da empresa.

A iniciativa envolve uma rede de parceiros estratégicos, com apoio de investidores internacionais e acordos de fornecimento que visam estabelecer uma cadeia mais resiliente para fertilizantes nitrogenados na região.

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