- Consórcio Pulsa RS afirma estar pronto para assinar o contrato com o governo gaúcho ainda em maio, visando revitalizar o Cais Mauá, em Porto Alegre.
- O projeto de concessão de trinta anos envolve doze armazéns, três docas e cerca de três quilômetros de extensão, com investimento inicial de R$ 210 milhões e possibilidade de até R$ 353 milhões com manutenção.
- O grupo precisa desembolsar R$ 11 milhões logo após a assinatura e mais R$ 5 milhões em seguida.
- O Embarcadero, espaço de restaurantes ligado ao Cais, recebe cerca de 3 milhões de visitantes por ano; o fluxo atual é de 260 mil a 265 mil por mês e pode superar 1 milhão com feiras, congressos e shows.
- A proposta é transformar o local em polo de entretenimento, gastronomia, cultura, feiras e grandes eventos, mantendo o Embarcadero como inquilino e criando um parque urbano com infraestrutura e acessibilidade; uma contenção entre armazéns e o rio é prioridade técnica.
O consórcio Pulsa RS afirma estar pronto para assinar o contrato de concessão do Cais Mauá com o governo do Rio Grande do Sul, projeto avaliado em 350 milhões de reais para revitalizar a área portuária de Porto Alegre. A proposta prevê transformar o espaço em um polo de entretenimento, cultura, gastronomia e convivência, com operação comercial por 30 anos. A assinatura pode ocorrer ainda em maio, segundo o grupo.
A mudança de planos aconteceu após a enchente de 2024, que afetou a estrutura financeira e operacional do empreendimento. Com a recomposição dos danos, o Pulsa RS revisou o modelo de viabilidade e ajustou parcerias para sustentar o edital e as fases de obra.
O projeto envolve 12 armazéns, três docas e cerca de 3 quilômetros de extensão. O edital prevê investimento de 210 milhões de reais, com possibilidade de chegar a 353 milhões em manutenção. O consórcio também deverá desembolsar 11 milhões logo após a assinatura e 5 milhões em etapas subsequentes.
Estrutura e uso propostos
A iniciativa planeja manter o Embarcadero como inquilino, ampliando a oferta de espaços de alimentação, eventos e atividades culturais. A previsão é atingir mais de 260 mil visitantes mensais atualmente, com crescimento estimado para superar 1 milhão após a consolidação do complexo.
O Pulsa RS quer manter o Embarcadero ativo, integrando-o ao novo conjunto de atrações, feiras e congressos. A gestão conjunta visa aumentar o fluxo de público e a geração de receitas para toda a área gastronômica, segundo o porta-voz Sérgio Stein.
Infraestrutura, desenho urbano e etapas
Entre as ações, está a construção de uma casa de espetáculos para 4 mil pessoas, além de áreas para eventos corporativos e ativações. O projeto prevê parque urbano com arborização, áreas de estar, banheiros, vestiários, bicicletários e acessibilidade, conectando-se ao Mercado Público e à rodoviária.
O restauro dos armazéns ocorrerá em três etapas. A primeira entrega será o pórtico central, que ficará sob responsabilidade da Secretaria da Cultura do RS. A proteção da área passa à frente de qualquer remoção do Muro da Mauá, com nova contenção entre armazéns e o rio.
Envolvimento de parceiros e cronograma
Após a enchente, investidores saíram e novos parceiros foram buscados. Em março, o Pulsa RS solicitou adiamento de até 90 dias para assinatura, conforme permitido pelo edital. Entre as empresas citadas como potenciais colaboradoras estão a Opus Entretenimento e a Aegea, além de grupos de mobilidade e energia renovável.
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