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Rombo nos Correios revela urgência de revisão estrutural, indicam economistas

Economistas dizem que reforma pontual não basta; Correios precisam de revisão estrutural do modelo de negócio para voltar a gerar caixa em mercado em transformação

Após o prejuízo da estatal mais que triplicar de 2024 para 2025, atingindo R$ 8,5 bilhões, especialistas questionam a credibilidade do plano de reestruturação da empresa
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  • Correios precisam de uma revisão estrutural do modelo de negócios, após prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025.
  • A digitalização reduz a demanda por serviços tradicionais, deixando o ramo menos competitivo frente a empresas privadas de comércio eletrônico.
  • No fim de 2025, a empresa lançou um plano de reestruturação que prevê fechamento de agências, demissões e venda de imóveis, além de um aporte de R$ 12 bilhões com um consórcio de bancos.
  • especialistas afirmam que o empréstimo e a venda de ativos aliviam o caixa, mas não substituem a necessidade de revisar custos e receita, e destacam riscos fiscais por dependerem de garantia do Tesouro Nacional.
  • Há necessidade de definir o futuro dos Correios, incluindo se deve manter o serviço postal universal, abrir para delegação ou concessão e como incentivar a geração de caixa de forma sustentável.

Os Correios enfrentam necessidade de uma revisão estrutural do modelo de negócios, segundo economistas ouvidos pelo CNN Money. O chamado veio após o prejuízo de 2024 para 2025, que chegou a 8,5 bilhões de reais no total, ampliando a crise da estatal.

Especialistas apontam que o plano de reestruturação apresentado pode não ser suficiente para tornar a empresa sustentável num mercado em plena transformação. A rápida digitalização reduziu a demanda por serviços tradicionais, e o setor privado tem mostrado maior dinamismo no e-commerce.

Paralelamente, o grupo tem promovido mudanças no fim de 2025, incluindo o fechamento de agências, demissões e venda de imóveis. Também foi anunciado um aporte de 12 bilhões de reais com um consórcio de bancos para sustentar investimentos, conforme fontes do setor.

Para entender a viabilidade do caminho adotado, os especialistas destacam que a dívida não é solução por si só, pois aumenta o risco fiscal. O debate envolve a necessidade de revisão mais ampla do modelo de negócio e de participação do Tesouro.

Outra leitura aponta a urgência de definir o papel dos Correios num contexto de forte concorrência tecnológica e de qual modelo de negócios manter. Obras de adequação estrutural devem acompanhar o processo de reorganização, sem depender apenas de capitalização.

Reestruturação profunda

Murilo Viana sustenta que a viabilidade não virá apenas por meio de dívida, destacando que a garantia do serviço depende do Tesouro. A gestão precisa investir para recuperar competitividade, não apenas financiar perdas passadas.

A advogada Elena Landau ressalta a falta de um plano claro para o futuro. Ela afirma que é necessário definir com clareza o papel dos Correios, incluindo possibilidades como delegação de serviços ou venda de ativos, frente à concorrência.

Ela ainda aponta a necessidade de discutir o modelo de serviço postal com maior abertura a diferentes formatos de atuação, sem exigir monopólio da União para a universalização.

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