Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Rubens Menin diz que estão comprando a crise futura em relação aos juros

Rubens Menin afirma que juros elevados destroem empresas; defende ajuste fiscal em dois mil e vinte e sete e redução da taxa Selic para evitar crise futura

Rubens Menin: “Nós precisamos baixar essa taxa de juros, não tem mais jeito. Este ano está perdido. Se continuarmos mais dois anos assim, vai quebrar mais gente” (Ronny Santos/Folhapress/.)
0:00
Carregando...
0:00
  • Rubens Menin afirma que o Brasil vive momento difícil e que a taxa de juros precisa ser reduzida; ele cita que viver com juros reais de 10% não é viável e que, se a situação persistir por mais dois anos, pode provocar mais quebras de empresas.
  • O empresário atribui a dois erros de política monetária: corte brusco da Selic para 2% em 2020 seguido de alta rápida, defendendo subida gradual para evitar arrocho extremo.
  • Em relação às próprias empresas, ele diz que estão adotando modelo asset light para reduzir capital imobilizado; a MRV seria um “navio grande” com efeitos dessa estratégia surgindo em três ou quatro anos.
  • Menin critica gastos sociais elevados, aponta que quase 300 bilhões de reais vão para o BPC e o Bolsa Família, e afirma que o Estado está inoperante; sustenta que, em 2027, qualquer governo precisará fazer ajuste fiscal.
  • Sobre o Banco Inter e o ecossistema financeiro, ele ressalta a escala do Brasil como vantagem, projetos de tecnologia e a necessidade de regulação mais inteligente após o caso do Banco Master; o Inter aponta potencial de crescimento com abertura de contas e inovação.

Rubens Menin, empreendedor e principal executivo de MRV e de outras empresas, defende ajustes na política econômica brasileira diante de juros altos. Em entrevista, ele afirma que o país enfrenta o momento mais complexo em décadas e que reduzir a taxa Selic é indispensável para a economia respirar.

O empresário atribui o problema a dois erros de política monetária: queda acelerada da taxa básica em 2020, seguida de alta rápida depois, encerrando um ciclo que, segundo ele, elevou o custo de capital a níveis incompatíveis com o crescimento. Ele aponta que manter juros elevados por mais tempo pode inviabilizar muitos negócios.

Para ilustrar o impacto, Menin cita o caso do Atlético Mineiro, adquirido pelo grupo em 2019 sob condições de juro menores, e que hoje enfrenta desafios para zerar dívidas. A visão dele é de que o custo de capital elevado reduz a atratividade de investimentos em infraestrutura e indústria no Brasil.

O executivo chama a atenção para a necessidade de ajuste fiscal em 2027, independentemente do espectro político que vença as eleições. Segundo ele, cortar gastos é essencial para restabelecer o investimento público básico, como estradas e aeroportos, e para conter o endividamento das famílias.

Ele também comenta que o ambiente atual favorece mudanças estruturais nas empresas. A MRV, por exemplo, vem avançando para um modelo asset light, reduzindo ativos imobilizados, mesmo que isso leve alguns anos para se refletir nos resultados. O objetivo é preservar balanços sem frear o crescimento.

Panorama setorial e inovação

Menin destaca que o Banco Inter, grupo ligado ao seu conglomerado, registra avanços significativos em tecnologia e escala. Com cerca de 45 milhões de contas, o banco projeta ampliar esse movimento, mantendo o desenvolvimento de plataforma com inteligência artificial e uma base de TI robusta, mas reconhece a necessidade de adaptação diante do dinamismo do mercado.

Sobre a regulação e o papel do setor privado, ele defende maior transparência e um lobby técnico, com código de conduta e compliance. Afirmou que a ausência de representatividade eficaz atrapalha o diálogo com o poder público e endossa a necessidade de instituições de classe ativas e responsáveis.

O empresário ainda aponta que o Brasil mantém robustez estrutural, como a escala de mercado, que permite investimentos em tecnologia. O Banco Inter, por exemplo, já abriu milhares de contas por dia, alavancando o ecossistema de fintechs e soluções digitais no país.

Regulação e cenário tributário

Quanto à reforma tributária, Menin afirma que há necessidade de simplificação, porém ressalta que o desenho atual não reduz a carga de impostos de forma adequada e envolve regulamentações ainda embrionárias. A comparação com Portugal é citada como referência de simplificação tributária.

Sobre o caso recente envolvendo o Banco Master, ele aponta que a abertura regulatória para fintechs foi excessiva, gerando riscos no sistema financeiro. Defende um marco regulatório mais inteligente para evitar problemas repetidos e proteger os recursos de clientes.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais