- Sarah (nome fictício) teve £20.000 roubados em golpe de investimento e levou quinze meses para perceber que era golpe.
- O Lloyds inicialmente informou que haveria um prazo de 13 meses para relatar golpes, aprovando apenas £1.000 de reembolso; após apuração da Money Box, o banco reembolsou os £19.000 restantes em um dia.
- O regime de Reembolso Obrigatório, criado pelo Payment Systems Regulator em outubro de 2024, prevê ressarcimento em cinco dias úteis até £85.000, com comunicação à instituição dentro de 13 meses da última pagamento.
- A National Trading Standards pediu uma revisão urgente da regra de 13 meses para proteger mais vítimas de golpes com transferências forçadas (push payment), sugerindo iniciar o prazo no momento em que a pessoa percebe a perda.
- O setor bancário afirma que apenas um número menor de casos fica fora do prazo; a Financial Ombudsman Service pode ordenar reembolso de até £455.000 e não há limite de tempo para reclamações.
Um caso de fraude de investimento levou uma cliente a lutar contra a regra de reembolso em 13 meses para conseguir de volta 20 mil libras. A suspeita foi identificada apenas 17 meses depois de o golpe ter ocorrido, em outubro de 2024. O repasse inicial do Lloyds ficou limitado a 1 mil libras, sob o entendimento de que o prazo de reclamação já havia expirado.
Pouco tempo depois, a BBC Radio 4, por meio do Money Box, investigou o caso e a instituição revisou a decisão, autorizando o reembolso integral de 20 mil libras. A história destaca a importância de reajustes no sistema de reembolso para vítimas de golpes de push payment, quando criminosos induzem as pessoas a transferirem dinheiro por conta própria.
Os temas centrais envolvem a regra obrigatória de reembolso introduzida pelo Payment Systems Regulator em outubro de 2024. A regra prevê reembolso em até cinco dias úteis para golpes de pagamento, com teto de 85 mil libras, mas exige que as informações sejam comunicadas em até 13 meses após o último pagamento.
Segundo a National Trading Standards, a regra de 13 meses carece de proteção para todos os consumidores e precisa de revisão. Louise Baxter aponta que o ponto de início do prazo deveria ser quando a vítima percebe que houve furto, não apenas desde o último pagamento.
Sarah, cujo nome é fictício para preservar a identidade, explicou que acreditava estar investindo de forma ética em habitação social. Ela retirou 20 mil libras da aposentadoria em outubro de 2024, após checar informações com órgãos reguladores e avaliações públicas. O golpe só foi percebido em março de 2026, deixando a vítima sem aviso prévio sobre o prazo.
Ao ser contatada, a Lloyds informou ter reavaliado o caso após entender as circunstâncias, promovendo a devolução dos 19 mil libras remanescentes. A instituição reforçou a orientação de reportar suspeitas de golpe ao banco o quanto antes.
A reguladora de pagamentos ressaltou à BBC Money Box a compreensão de que pode levar tempo para a descoberta de golpes, especialmente em fraudes de investimento. As regras de reembolso devem ser aplicadas com consideração às circunstâncias de cada caso.
Para quem não fica satisfeito com o atendimento, o Financial Ombudsman Service permanece disponível, com poder de ordenar reembolsos de até 455 mil libras e sem limite de tempo. A instituição orienta que, em situações assim, as vítimas devem buscar orientação e registrar queixas formais.
Perspectivas e impactos
- A discussão sobre o tempo de elegibilidade continua em aberto, com defensores da revisão enfatizando a necessidade de maior proteção aos lesados.
- O caso de Sarah é citado como exemplo de sucesso após a reanálise por parte do Lloyds e da cobertura midiática que pressionou a instituição a agir.
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