Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

5×1 para combustíveis fósseis mostra abismo entre energia limpa e poluente

Apoio público a fósseis soma US$ 1,2 trilhão em 2024, quintuplicando o investimento em renováveis, e alimenta volatilidade econômica e crises climáticas

Na COP30, o “Fóssil do Dia” expôs diariamente países acusados de sabotar o avanço da agenda climática (Leandro Fonseca /Exame)
0:00
Carregando...
0:00
  • Governo gastou mais de US$ 1,2 trilhão em 2024 em combustíveis fósseis, cinco vezes acima do destinado a energia limpa, segundo estudo divulgado em Santa Marta.
  • O relatório aponta que a transferência de recursos público-antigos para fósseis contrasta com metas de transição energética e ajuda a explicar impactos de crises geopolíticas na inflação e contas públicas.
  • Subsídios globais aos combustíveis fósseis somaram US$ 921 bilhões em 2024, podendo subir com a volatilidade do petróleo.
  • Ações de governos do G20 em 2024 mostraram avanço para renováveis, com cerca de US$ 169 bilhões destinados à energia limpa, mas ainda aquém do necessário.
  • Na conferência em Santa Marta, a Colômbia anunciou plano de reduzir 90% do uso de combustíveis fósseis até 2050, enquanto Brasil permanece com atraso relativo ao cronograma de transição.

A Conferência de Santa Marta, na Colômbia, reúne mais de 50 países para debater a transição energética global. Um estudo divulgado pelo International Institute for Sustainable Development (IISD) aponta um abismo entre financiamento a fósseis e energia limpa em 2024: governos destinaram US$ 1,2 trilhão a petróleo, gás e carvão, contra US$ 254 bilhões para renováveis. A diferença chega a cinco para um, em plena discussão sobre segurança energética.

Segundo o IISD, o apoio público aos combustíveis fósseis continua alto apesar de promessas de mudança. O estudo também indica que nove dos maiores importadores de fósseis gastaram US$ 314 bilhões em subsídios em 2024, 2,5 vezes mais que o destinado a renováveis nesses países. O fluxo financeiro aponta riscos para a transição energética.

Subvenções e impactos macroeconômicos

O relatório mostra que, no conjunto global, subsídios aos combustíveis fósseis somaram US$ 921 bilhões em 2024, podendo aumentar com volatilidade do petróleo. Medidas para conter preços costumam ser caras e beneficiam mais os grupos de maior renda, segundo os autores.

Avanços e obstáculos na matriz energética

Ainda que haja incremento de investimentos em renováveis – cerca de US$ 169 bilhões pelo G20 em 2024 – o ritmo não basta para reduzir emissões e ampliar segurança energética. O IISD aponta que recursos para redes, armazenamento e eficiência são cruciais para ganhar robustez econômica diante de choques externos.

Movimentos de mudança entre países e dúvidas no Brasil

Em Santa Marta, a meta é transformar compromissos da COP28 em políticas públicas, com roteiros nacionais até a COP31 na Turquia. A Colômbia anunciou um plano de reduzir 90% do uso de combustíveis fósseis até 2050. No Brasil, a promessa de um roteiro de transição foi apresentada na COP30 em Belém, mas está atrasada em relação ao prazo previsto.

Perspectivas para o financiamento público

O estudo destaca que, no fluxo internacional de recursos, houve queda no financiamento a fósseis para US$ 37 bilhões em 2024, enquanto o apoio à energia limpa subiu para US$ 47 bilhões. Ainda assim, a distância entre fósseis e renováveis permanece significativa para cumprir metas climáticas globais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais