- A B3 iniciou a negociação de seis novos contratos de eventos, derivados baseados em resultados de variáveis de mercado como Ibovespa, dólar e bitcoin.
- Os produtos foram autorizados pela CVM e, inicialmente, podem ser negociados apenas por investidores profissionais.
- Os contratos de eventos oferecem pagamento fixo, ganho conhecido desde o início e risco limitado para compradores e vendedores, diferente das opções tradicionais.
- O governo proibiu plataformas de mercados preditivos no Brasil, e o CMN proibiu derivados cujos ativos subjacentes estejam ligados a eventos esportivos, jogos ou resultados políticos; apenas indicadores econômicos são permitidos.
- A estrutura segue regras de derivativos da B3, incluindo liquidação financeira, formação de preço em tela e garantia de contraparte; o lançamento foi destacado pelo vice-presidente de produtos e clientes, Luiz Masagão.
A B3 iniciou nesta segunda-feira (27) a negociação de seis novos contratos de eventos, instrumentos derivativos que seguem a lógica dos mercados preditivos. Os contratos são ligados a eventos com resultado objetivo e, neste caso, a variáveis de mercado como Ibovespa, dólar e bitcoin.
Segundo a bolsa, o diferencial está no pagamento fixo e no ganho potencial conhecido desde o início, com risco limitado para compradores e vendedores. A estrutura adota regras já usadas para derivativos no ambiente regulado.
Os novos produtos receberam autorização inicial da CVM e devem ser negociados exclusivamente por investidores profissionais, conforme critérios técnicos ou de maior de R$ 10 milhões em ativos financeiros.
Em meio a retomadas regulatórias, o governo federal anunciou a proibição de plataformas de mercados preditivos e o CMN limitou contratos derivativos a ativos subjacentes vinculados a indicadores econômicos, financeiros e sociais.
A B3 informou que a operação mantém liquidação exclusivamente financeira, precificação em tela e garantia de contraparte, garantindo segurança ao mercado. A iniciativa busca acompanhar a evolução dos mercados preditivos com maior controle.
Luiz Masagão, vice‑presidente de produtos e clientes da B3, destacou que o lançamento acompanha a evolução dos mercados preditivos, mantendo parâmetros de segurança da empresa.
Contexto regulatório
- O governo federal proibiu plataformas de mercados preditivos no Brasil.
- O CMN aprovou uma resolução restringindo contratos derivativos a ativos de indicadores econômicos e financeiros.
- A CVM autorizou, inicialmente, a negociação para investidores profissionais.
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