Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Biocombustíveis geram maior retorno que petróleo na Amazônia, aponta estudo

Estudo do WWF-Brasil aponta que biocombustíveis oferecem maior retorno que petróleo na Foz do Amazonas, evitando perdas de até R$ 29,2 bilhões e fortalecendo cadeias produtivas

Vista aérea do Foz do Rio Amazonas em Macapá
0:00
Carregando...
0:00
  • Estudo inédito do WWF-Brasil aponta que biocombustíveis e fontes renováveis trazem retorno econômico maior do que a exploração de petróleo na Foz do Amazonas.
  • A Análise Socioeconômica de Custo-Benefício mostrou, com 10 mil simulações, que substituir o petróleo por biocombustíveis pode evitar perdas de até R$ 29,2 bilhões; mantendo o mesmo volume de investimento, renováveis geram benefício líquido de R$ 24,8 bilhões, frente a perdas de R$ 22,2 bilhões no petróleo.
  • Além do ganho econômico, as renováveis devem estimular cadeias produtivas nacionais e gerar empregos de forma descentralizada.
  • O petróleo na Margem Equatorial (Amapá ao Rio Grande do Norte, incluindo a Foz do Amazonas) apresentaria altos custos ambientais, com emissão estimada de 446 milhões de toneladas de gases de efeito estufa e danos entre R$ 21,1 bilhões e R$ 42,2 bilhões.
  • A pesquisa aponta ainda risco de obsolescência: a exploração começaria em décadas, o que podeenfrentar queda de demanda global; o WWF-Brasil classifica a decisão como econômica de alto risco diante de alternativas mais eficientes.

O estudo inédito divulgado pelo WWF-Brasil aponta que investir em biocombustíveis e fontes renováveis rende mais ao Brasil do que explorar petróleo na Foz do Amazonas. A análise considera impactos econômicos, sociais e ambientais, não apenas a rentabilidade privada. O tema é relevante para a discussão sobre a Margem Equatorial, faixa que envolve Amapá a Rio Grande do Norte, incluindo a região amazônica.

A pesquisa aponta que a substituição do petróleo por biocombustíveis como etanol, biodiesel, combustível sustentável de aviação e biometano pode evitar perdas de até 29,2 bilhões de reais. O estudo sustenta que isso também impulsiona cadeias produtivas locais e amplia empregos de forma descentralizada.

A análise utiliza a Análise Socioeconômica de Custo-Benefício (ACB), metodologia oficial recomendada pelo Tribunal de Contas da União. Ao todo, foram simulados 10 mil cenários para comparar investimentos, produção de energia e volumes de combustível, com foco em impactos não precificados pelo mercado.

Metodologia e cenários

Pesquisadores destacam que a ACB incorpora efeitos climáticos, saúde pública e consequências de longo prazo, indo além de avaliações puramente financeiras. Em comparação, a exploração de petróleo na Foz do Amazonas apresentaria custos sociais e ambientais mais elevados, segundo o estudo.

Os resultados indicam que, para o mesmo volume de investimento, as energias renováveis geram benefício líquido de 24,8 bilhões de reais, frente a perdas médias de 22,2 bilhões associadas ao petróleo. O custo de oportunidade total estimado é de 47 bilhões de reais.

Emissões e riscos climáticos

O estudo estima que a produção de petróleo na Foz do Amazonas poderia emitir cerca de 446 milhões de toneladas de gases de efeito estufa. Os danos climáticos seriam avaliados entre 21,1 bilhões e 42,2 bilhões de reais, dependendo de variáveis do cenário.

Além disso, o WWF-Brasil destaca o risco de obsolescência: a extração ocorreria em décadas, potencialmente em um momento de demanda global menor. Segundo a organização, tais fatores reforçam a escolha por alternativas de baixo carbono.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais