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Brasil pode liderar a transição energética, afirma VP do Grupo Potencial

Brasil pode liderar a transição energética ao unir agronegócio e biocombustíveis, com investimento de 10 bilhões de reais até 2030 para reduzir importações

Carlos Eduardo Hammerschmidt, vice-presidente do Grupo Potencial, durante painel sobre biocombustíveis no VEJA Fórum de Energia, em São Paulo.
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  • No VEJA Fórum de Energia 2026, Carlos Eduardo Hammerschmidt afirmou que o Brasil tem condições de liderar a transição energética e ampliar a soberania de sua matriz.
  • O executivo destacou que o país depende de importações de combustíveis fósseis, importando cerca de 17 bilhões de litros por ano, com custo de 8,5 bilhões de dólares.
  • A principal vantagem competitiva seria a união entre produção agrícola e capacidade industrial, possibilitando soluções desenvolvidas no Brasil sem depender de fornecedores externos.
  • A integração entre agronegócio e biocombustíveis foi apontada como agenda estratégica, com potencial para estimular crescimento econômico e geração de renda.
  • Hammerschmidt anunciou planos do Grupo Potencial de investir 10 bilhões de reais até 2030 em biocombustíveis, visando ampliar a capacidade produtiva e reduzir imports, dentro de uma visão de economia circular.

O VEJA Fórum de Energia 2026, promovido por VEJA e VEJA NEGÓCIOS, reuniu autoridades e executivos na noite de 27 de abril, no The Westin, em São Paulo, para debater a segurança energética do país, com foco na transição da matriz e na previsibilidade.

O debate encerrou a rodada sobre liderança global em biocombustíveis. A programação tratou de caminhos para reduzir a dependência de combustíveis externos e ampliar a participação brasileira em energia limpa.

Carlos Hammerschmidt, vice-presidente do Grupo Potencial, afirmou que o Brasil tem condiciones para avançar rumo à soberania energética nos próximos anos. O grupo destaca a produção interna como chave para reduzir importações.

O executivo aponta que o Brasil importa cerca de 17 bilhões de litros de combustíveis fósseis por ano, gerando um custo de 8,5 bilhões de dólares e exposição geopolítica relevante. A solução estaria na indústria nacional.

A principal vantagem competitiva, segundo Hammerschmidt, é a combinação entre produção agrícola e capacidade industrial. Essa sinergia pode fortalecer soluções nacionais sem dependência externa.

Ele reforçou que biocombustíveis e agronegócio são agendas indissociáveis da matriz energética, com potencial de alavancar crescimento econômico e geração de renda.

Também argumentou que os custos do setor devem ser vistos na cadeia produtiva, incluindo logística, indústria e eficiência. A visão é de economia circular para o setor.

O executivo citou o papel de tecnologias emergentes na transição, destacando o hidrogênio verde como resposta à instabilidade do gás natural.

No aspecto de investimentos, Hammerschmidt afirmou que o Grupo Potencial planeja investir 10 bilhões de reais em biocombustíveis até 2030, com projetos de produção integrada, infraestrutura logística e novas plantas.

A meta é ampliar a produção, reduzir importações e ampliar a participação brasileira no mercado global de energia limpa, fortalecendo a segurança energética do país.

Perspectivas e desdobramentos

O encerramento do painel sinalizou uma janela de oportunidade para o Brasil consolidar posição no setor. A coordenação entre setor produtivo, governo e regulação é vista como essencial para avançar na agenda de biocombustíveis.

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