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Brasil propõe exportar excedentes de energia hidrelétrica a Uruguai e Argentina

Proposta de exportação antecipa excedentes hidrelétricos para Argentina e Uruguai, monetizando energia não utilizada no Brasil e evitando desperdícios

Usina hidrelétrica no rio Doce na cidade de Aimorés (MG)
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  • O Ministério de Minas e Energia propõe uma nova modalidade de exportação de energia elétrica do Brasil para Argentina e Uruguai, vendendo excedentes futuros de geração hidrelétrica, chamados vertimento turbinável antecipado, em consulta pública iniciada em trinta e terça-feira (27).
  • A ideia é monetizar energia que não seria usada pelo consumo brasileiro, ajudando a reduzir perdas de fontes renováveis e a suavizar a operação do sistema elétrico nacional, segundo o governo.
  • A exportação antecipada poderá ocorrer com autorização do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e envolve usinas localizadas nos subsistemas Sul e Norte, deixando Sul, Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste com armazenamento para segurança energética.
  • O ciclo é dividido em dois períodos sazonais: de junho a novembro (período seco no Norte) e de dezembro a maio (período chuvoso no Norte), buscando equilibrar estoques entre Norte e Sul conforme a temporada de chuvas.
  • A proposta depende da adesão de geradores interessados, exclui usinas em regime de cotas e Itaipu Binacional, e será operacionalizada pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

O Ministério de Minas e Energia propõe uma nova modalidade de exportação de energia elétrica do Brasil para Argentina e Uruguai. A ideia é vender excedentes futuros de geração hidrelétrica, o chamado vertimento turbinável antecipado. A proposta está em consulta pública aberta nesta segunda-feira (27).

A medida visa monetizar energia que não seria utilizada pelo consumo brasileiro, ajudando a reduzir perdas em fontes renováveis como solar e eólica. O objetivo é melhorar a operação do sistema elétrico nacional diante da sobreoferta, segundo documentos da consulta pública.

A novidade já era defendida por grandes geradores de hidrelétricas que discutiam formas de viabilizá-la com o governo nos últimos anos. Em 2022, o Brasil criou regras para exportar excedentes com base em vertimentos iminentes, diferente do modelo proposto agora.

Detalhes operacionais e impactos

A nova exportação dependerá da autorização do ONS, que poderá autorizar a venda antecipada quando houver condição de vertimento turbinável futuro. A modalidade preserva os subsistemas Sul e Norte, mantendo Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste estáveis para a segurança do sistema.

O esquema considera dois períodos sazonais: junho a novembro (início seco no Norte) e dezembro a maio (chuva no Norte). No primeiro intervalo, a exportação só ocorre se houver armazenamento suficiente no Sul. No segundo, busca-se recompor o nível de armazenamento do Sul.

Para os geradores, a proposta representa oportunidade de evitar desperdícios de energia por falta de demanda. A Abrage, que reúne grandes investidores, afirmou que o Brasil já poderia ter exportado excedentes nos últimos anos. A entidade destaca que a hidrelétrica é a primeira a ser ajustada pelo ONS.

Quem participa e próximos passos

A exportação dependerá da adesão de geradores hidrelétricos interessados e exclui usinas em regime de cotas e Itaipu Binacional. A operacionalização ficará a cargo da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, a CCEE.

Segundo a Abrage, a iniciativa contribui para um sistema mais eficiente em um cenário de crescente participação de fontes renováveis. O governo pretende, com a consulta, ajustar regras e critérios para viabilizar o mecanismo.

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