- Ray Dalio recomenda a Kevin Warsh não cortar a taxa de juros, argumentando que o país vive estagflação e cortes prejudicariam a credibilidade do Fed.
- Dalio afirmou, em entrevista à CNBC, que a inflação ainda é um risco imediato, mas a inflação mais distante da meta também preocupa.
- O conselho é para manter as taxas, sob risco de perder a confiança do mercado e a credibilidade de Warsh, que assume a presidência do Fed em meados de maio.
- No momento, o mercado espera que o Fed mantenha a taxa entre 3,50% e 3,75% ao ano até o fim do ano.
- Warsh foi indicado por Donald Trump para suceder Jerome Powell, tendo passado entre 2006 e 2011 como diretor do Fed e ganhado reputação de hawkish no combate à inflação.
Ray Dalio orienta Kevin Warsh a não cortar juros. O fundador da Bridgewater Associates, gestor de cerca de US$ 136 bilhões, vê o cenário americano como estagflacionário e alerta que reduzir a política monetária pode minar a credibilidade do Fed.
Segundo Dalio, a inflação ainda não está no alvo e o crescimento desacelera, exigindo cautela. Em entrevista à CNBC, ele afirmou que cortes neste momento seriam prejudiciais ao Fed e à confiança no eventual presidente da autoridade, Warsh.
Warsh deve assumir o Fed em meados de maio, substituindo Jerome Powell, e encara pressão de Trump por cortes e por independência institucional. O perfil de Warsh inclui histórico hawkish, mas observadores veem sinais de alinhamento com o presidente.
Contexto atual do Fed e a pressão política
No momento, o consenso entre analistas aponta para manutenção das taxas entre 3,50% e 3,75% ao ano, com expectativa de estabilidade até o fim do ano. A nomeação de Warsh foi anunciada por Trump no fim de janeiro.
Trump critica Powell e já sinalizou que não tolerará quem discordar de sua linha. Em 2018 Warsh já ocupou vaga no Fed, tendo papel relevante durante o resgate financeiro de 2008 e ao longo de sua carreira no combate à inflação.
Trajetória de Warsh e perspectivas
Warsh, 55 anos, teve passagem pelo Fed entre 2006 e 2011, com atuação voltada a medidas de liquidez e contenção inflacionária. A indicação de Trump, após críticas a Powell, reforça a pressão política sobre a independência da instituição.
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