- Mulheres recebem, em média, 21,3% a menos que os homens no setor privado.
- A desigualdade de gênero aumentou de 2023 para cá, mesmo com a Lei nº 14.611 que busca igualdade salarial entre homens e mulheres na mesma função.
- O 5º Relatório de Transparência Salarial mostra que a participação feminina no mercado de trabalho subiu 11%, com ganhos para mulheres negras e pardas.
- No salário mediano, a diferença subiu de 13,7% em 2023 para 14,3%; no rendimento médio, passou de 20,7% para 21,3%.
- Estados com menor desigualdade: Acre (91,9%) e Piauí (92,1%); maiores: Espírito Santo (70,7%), Rio de Janeiro (71,2%) e Paraná (71,3%).
O governo divulgou, nesta segunda-feira (27), o 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios. O estudo aponta que mulheres recebem, em média, 21,3% a menos do que homens no setor privado brasileiro, mesmo com avanços na participação feminina no mercado de trabalho.
Apesar do incremento de oportunidades, a desigualdade salarial por gênero aumentou desde 2023. O salário mediano de mulheres caiu 13,7% em 2023 para 14,3% neste ano, enquanto o rendimento médio ficou 20,7% acima do das mulheres em 2023, subindo para 21,3%.
Desempenho regional e avanços institucionais
Estados com menor diferença são Acre, com 91,9%, e Piauí, 92,1%. Os índices mais elevados aparecem no Espírito Santo (70,7%), no Rio de Janeiro (71,2%) e no Paraná (71,3%).
A participação das empresas voltadas à promoção de mulheres cresceu de 38,8% para 48,7%. A despeito disso, ações de contratação de mulheres com deficiência, LGBTQIA+ e chefes de família permaneceram estáveis.
O levantamento utiliza a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e abrange cerca de 53,5 mil estabelecimentos com 100 ou mais empregados. O salário médio registrado é de R$ 4.594,89, e o salário contratual mediano fica em R$ 2.295,36.
Lei que reforça igualdade salarial
Sancionada em 2023, a Lei nº 14.611 altera a CLT para fortalecer a igualdade de salários entre homens e mulheres que exercem a mesma função. Empresas com 100 ou mais trabalhadores devem adotar medidas de transparência, fiscalização de discriminação, canais de denúncia e apoio à capacitação feminina.
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