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Dívida pública cai 2,34% para R$ 8,63 trilhões em março

Dívida pública cai 2,34% para R$ 8,63 trilhões em março, com resgates líquidos elevados mesmo após incorporação de juros

Redução da dívida em março reflete resgates líquidos elevados e ajuste na composição dos títulos públicos
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  • A dívida pública federal caiu para R$ 8,63 trilhões em março, queda de R$ 207,31 bilhões (2,34%) ante fevereiro, devido a resgates líquidos elevados, mesmo com juros incorporados.
  • Resgates líquidos somaram R$ 305,39 bilhões no mês, parcialmente compensados por R$ 98,08 bilhões em juros apropriados.
  • A dívida mobiliária interna ficou em R$ 8,30 trilhões e a externa em R$ 331,64 bilhões, com variação influenciada pelo câmbio.
  • O prazo médio da dívida subiu para 4,10 anos; a participação de vencimentos em doze meses chegou a 19,52%.
  • Estrutura da dívida: títulos atrelados a taxa flutuante 47,71%, indexados a índices de preços 26,67% e prefixados 21,80%; custo médio subiu para 12,2% ao ano. Detentores: instituições financeiras 31,47%, previdência 23%, fundos de investimento 20,9% e estrangeiros 10,7%.

A dívida pública federal caiu para R$ 8,63 trilhões em março, segundo dados do Tesouro Nacional. O recuo de R$ 207,31 bilhões (2,34%) frente a fevereiro ocorreu mesmo com a inclusão de juros no período. O Tesouro divulgou os números nesta segunda-feira (27.abr.2026).

A queda mensal decorre do resgate líquido de R$ 305,39 bilhões, compensado parcialmente por R$ 98,08 bilhões em juros apropriados. O movimento revela a dinâmica do endividamento do país e impacta o custo de financiamento do governo.

Composição da dívida

A dívida mobiliária interna permanece como principal componente, em R$ 8,30 trilhões, enquanto a dívida externa somou R$ 331,64 bilhões no mês. A variação externa foi influenciada pelo câmbio.

O prazo médio da dívida subiu de 4,0 para 4,10 anos, e o percentual vincendo em 12 meses avançou para 19,52%. O Tesouro afirma que a estratégia busca alongar o perfil e reduzir riscos de refinanciamento.

Entre os tipos de títulos, os atrelados à taxa flutuante representaram 47,71% do estoque, seguidos pelos indexados a índices de preços (26,67%) e pelos prefixados (21,80%).

Investidores e custo da dívida

Os detentores incluem instituições financeiras com 31,47% de participação, entidades de previdência com 23% e fundos de investimento com 20,9%. Investidores estrangeiros responderam por 10,7%.

O custo médio da dívida subiu para 12,2% ao ano em março, ante 11,9% em fevereiro, alinhado ao cenário de juros. O Tesouro mantém a gestão conforme o Plano Anual de Financiamento.

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