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Dólar recua com petróleo forte e impasse EUA-Irã

Dólar recua com petróleo firme após impasse EUA-Irã; Irã propõe encerrar bloqueio de Ormuz em troca de retirar programa nuclear, negociação vista como improvável

Dólar recua com petróleo forte e impasse EUA-Irã - (crédito: Brett Hondow/Pixabay)
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  • Dólar opera em baixa no mercado à vista, puxado pela alta do petróleo e pela desvalorização global da moeda, após o fracasso das negociações entre EUA e Irã no fim de semana no Paquistão.
  • Irã propôs encerrar o bloqueio do Estreito de Ormuz e reabrir portos em troca de retirar seu programa nuclear das negociações com os EUA, proposta mediada pelo Paquistão e considerada improvável pelo governo americano.
  • Boletim Focus aponta inflação mais alta: IPCA de 2026 subiu de 4,80% para 4,86%; para 2027, a projeção passou de 3,99% para 4,0%.
  • Crédito livre dos bancos cresceu 19,4% em março ante fevereiro, para R$ 663,3 bilhões; endividamento das famílias chegou a 49,9% em fevereiro, retomando o patamar de pico de 2022; ministro da Fazenda deve se reunir com CEOs para discutir renegociação de dívidas.
  • Tesouro divulga o Relatório Mensal da Dívida Pública de março às 14h30; sinal de ainda-voltando a juros após a “superquarta” com decisões de Copom e Fed; quinta-feira ocorre a formação da taxa Ptax de abril e pode haver volatilidade no câmbio.

O dólar opera em baixa no mercado à vista nesta segunda-feira, 27, acompanhando a valorização de ativos globais e a alta do petróleo, após o fim de semana de negociações entre EUA e Irã no Paquistão não ter resultado positivo.

Segundo a Associated Press, o Irã teria proposto encerrar o bloqueio do Estreito de Ormuz e reabrir portos em troca da retirada do seu programa nuclear das negociações com os EUA. A iniciativa foi mediada pelo Paquistão e não ganhou apoio suficiente para avançar, conforme avaliação parcial do governo americano.

Investidores acompanham oBoletim Focus do Banco Central, que aponta inflação mais alta. A mediana para o IPCA de 2026 subiu de 4,80% para 4,86%, aproximando-se do teto da meta (4,50%). Para 2027, a projeção subiu de 3,99% para 4,0%.

As concessões de crédito livre dos bancos registraram aumento de 19,4% em março ante fevereiro, totalizando R$ 663,3 bilhões. Em 12 meses, o crescimento foi de 9,1%. O endividamento das famílias atingiu 49,9% em fevereiro, igualando o pico histórico de 2022.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, participa nesta manhã de reuniões com CEOs do setor bancário para discutir um programa de renegociação de dívidas, visando amenizar o impacto dos juros elevados sobre as famílias.

Às 14h30, o Tesouro Nacional divulga o Relatório Mensal da Dívida Pública de março de 2026, com entrevista coletiva prevista para as 15h.

Na arena política, a pesquisa Nexus/BTG Pactual aponta Lula e Flávio Bolsonaro liderando a rejeição, cada um com 48% de intenção de voto, com Lula mantendo 48% após ajustes, e Flávio também com 48%.

No Oriente Médio, o Irã anunciou gestão de consumo de gás com possíveis restrições e racionamento, em acelerada recuperação de danos em instalações de South Pars, segundo Tasnim e ISNA. O país também proibiu a exportação de placas e chapas de aço até 30 de maio, conforme a Reuters.

A semana traz decisões de juros de grandes bancos centrais, com o Copom e o Federal Reserve em foco, marcando a chamada superquarta. Na quinta, está prevista a formação da taxa Ptax de abril, em véspera do Dia do Trabalhador. O mercado manteve apostas em alta do dólar, mas volatilidade deve predominar após queda recente de cerca de 3,4% no mês e quase 9% no ano.

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