- Analista diz que carros elétricos devem representar cerca de 15% do mercado brasileiro em 2026.
- O principal obstáculo à expansão é a disponibilidade de pontos de recarga; muitos consumidores optam por híbridos pela praticidade.
- A infraestrutura de carregamento vem melhorando nas grandes cidades, com fabricantes instalando postos.
- A matriz elétrica do Brasil, com grande participação de fontes renováveis, reduz emissões de gases de efeito estufa e o ruído urbano.
- Baterias têm vida útil de mais de 15 anos; após isso, podem ser reaproveitadas em centrais de armazenamento de energia.
Os carros elétricos ganham espaço no Brasil, com projeção de atingir 15% de participação no mercado até 2026. A análise é do analista de Clima e Meio Ambiente Pedro Côrtes, em participação no CNN Novo Dia, que aponta desafios, custos e benefícios da expansão.
Segundo Côrtes, o principal entrave para a popularização são os pontos de recarga. Ele afirma que, diariamente, observa mais veículos elétricos nas cidades, mas a rede de postos ainda precisa de ampliação para atender a demanda.
Além disso, o especialista destaca a melhoria da infraestrutura de recarga nas grandes cidades, com participação de fabricantes e empresas privadas instalando pontos. Mesmo com o custo, o recarregamento costuma sair menos caro que o abastecimento com gasolina.
Benefícios ambientais
Côrtes ressalta que a matriz energética brasileira favorece os carros elétricos, com grande parcela de geração a partir de fontes limpas, como hidroelétrica, eólica, solar e biomassa. Estima-se que 75% a 80% da energia elétrica venha de renováveis.
A combinação de veículo elétrico com a matriz verde resulta em emissões indiretas bem menores. A redução de poluição sonora também é destacada pelo analista, com benefício relevante nas áreas urbanas.
Durabilidade das baterias
Outra pauta comum envolve durabilidade e descarte das baterias. Para Côrtes, a vida útil de uma bateria fica acima de 15 anos e o fim da vida útil não implica descarte imediato.
Ele explica que as baterias são projetadas para facilitar o reaproveitamento. Parte dos componentes pode ser reciclada, permitindo reutilização em centrais de armazenamento de energia, especialmente para fontes eólicas ou solares.
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