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Fundo criado na pandemia vira modelo de crédito e movimenta R$ 400 milhões

Fundo Estímulo, criado na pandemia, tornou-se modelo de crédito com blended finance, já desembolsou mais de R$ 400 milhões e beneficiou mais de 6 mil empreendedores

Geyse Diniz e Eduardo Eduardo Mufarrej
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  • Fundo de Impacto Estímulo, criado em 2020 para socorrer pequenos negócios, evoluiu para um modelo de crédito contínuo no Brasil, já desembolsando mais de R$ 400 milhões e atendendo mais de 6 mil empreendedores.
  • O modelo mescla capital filantrópico e privado por meio de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), com cota subordinada para absorver primeiras perdas e cota sênior para investidores de mercado.
  • Garantias do Sebrae, via o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (FAMP), passaram a acompanhar os créditos, acrescentando capacitação e consultoria junto ao empréstimo.
  • Cerca de 37% dos atendidos tiveram o primeiro acesso ao crédito pelo Estímulo e mais de 60% estão nas classes D e E; o programa inclui capacitação gratuita, mentorias e acompanhamento.
  • A operação é 100% digital e trabalha com tecnologia e inteligência artificial para personalizar a jornada dos empreendedores, além de atuar em emergências recorrentes, com mais de R$ 64 milhões destinados a negócios afetados por crises climáticas até 2025.

O Fundo de Impacto Estímulo, criado em 2020 para socorrer pequenos negócios durante a pandemia, evoluiu para um modelo de crédito com foco em capacitação. Em seis anos, já desembolsou mais de R$ 400 milhões e apoiou mais de 6 mil empreendedores em todo o Brasil.

O projeto nasceu de empresários como Eduardo Mufarej, Abilio Diniz e Armínio Fraga, entre outros. A ideia era ir além de doações e criar um mecanismo que retornasse recursos, fortalecendo a continuidade dos negócios mesmo em crises futuras.

Antes da Covid-19, metade das PMEs já enfrentava dificuldade de acesso a crédito. O Estímulo visava evitar demissões em massa, pois pequenos negócios respondem por grande parte dos empregos formais no país.

A composição atual é o modelo denominado blended finance, que combina capital filantrópico e privado. A operação funciona via um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios, o FIDC, com duas camadas de capital.

Na camada subordinada ficam recursos filantrópicos que absorvem as primeiras perdas, enquanto a camada sênior reúne investidores de mercado. Garantias do Sebrae, por meio do FAMP, aumentam a segurança dos créditos.

O foco não é apenas financiar; o programa inclui capacitação, mentorias e acompanhamento. Dados internos indicam que empresas que passam pelo suporte complexam a inadimplência em cerca de 50%.

O Estímulo tem o objetivo de escalar com tecnologia, ampliando o uso de inteligência artificial para personalizar a jornada do empreendedor. Toda a operação já é digital, com planos de orientar cada negócio no estágio em que se encontra.

Além de apoio financeiro, o fundo atua como resposta a crises emergenciais. Em crises climáticas recentes, foram destinados mais de R$ 64 milhões a negócios afetados, com atuação em regiões como Rio Grande do Sul e a Zona da Mata.

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