- Intenção de compra de imóveis no Brasil no 1º trimestre de 2026 é de 49% das famílias, mantendo-se estável comparado a períodos anteriores e acima de 2025.
- Apenas 9% das famílias finalizaram uma compra nos últimos 12 meses, mostrando um descompasso entre desejo e execução.
- A Geração Z lidera a intenção, com 59% pensando em comprar, mas a taxa de conversão continua baixa.
- Juros elevados, crédito mais restrito e renda disponível limitada dificultam transformar intenção em aquisição.
- O consórcio imobiliário surge como alternativa: modelo sem juros que dilui o esforço financeiro e facilita entrada para o público jovem.
O mercado imobiliário brasileiro mantém o entusiasmo de compra no início de 2026, mesmo com dificuldades de transformar intenção em venda. Dados do 1º trimestre indicam que 49% dos brasileiros pretendem adquirir imóvel nos próximos meses, mantendo o patamar estável frente ao período anterior e acima do ano anterior. No entanto, apenas 9% das famílias fecharam negócio nos últimos 12 meses.
Observa-se também uma forte presença da Geração Z nesse ímpasse: 59% afirma intenção de compra, mas a taxa de conversão permanece baixa. O cenário atual aponta para demanda futura, porém com barreiras estruturais ligadas ao crédito, renda e entrada, em meio a juros elevados e maior seletividade bancária.
A visão de especialistas reforça a necessidade de caminhos alternativos para viabilizar a aquisição, principalmente para o público mais jovem em formação patrimonial. A partir desse diagnóstico, o consórcio imobiliário surge como opção que reduz a dependência de entrada elevada ao longo de um plano de crédito sem juros.
Consórcio: a alternativa para viabilizar a aquisição
Frente a esse cenário, o mercado busca converter intenção em aquisição por meio de soluções que atendam à geração jovem. O consórcio imobiliário oferece acesso ao crédito de forma progressiva, sem cobrança de juros, permitindo diluição do esforço financeiro ao longo do tempo. O modelo facilita o planejamento, reduzindo o peso da entrada.
Segundo Pedro Ros, CEO da Referência Capital, a combinação entre disciplina financeira e previsibilidade de acesso ao crédito é determinante para viabilizar a compra, principalmente quando a banca permanece mais restritiva. O consórcio tem ganhado espaço como ponte entre desejo e compra efetiva.
Essa evolução acompanha mudanças na dinâmica do setor, que passa a atender a um consumidor digital e com novas expectativas sobre o uso do imóvel. Empresas especializadas estruturam modelos que conectam crédito, aquisição e renda, ampliando o papel do imóvel no planejamento financeiro.
O futuro do mercado imobiliário e o desafio da conversão
No cenário macro, a relação entre demanda elevada e conversão limitada tende a permanecer enquanto o custo do crédito permanecer alto e a renda disponível crescer lentamente. Juros reais elevados no Brasil dificultam financiamentos tradicionais e alongam o tempo de decisão.
Apesar disso, fatores como crescimento urbano, formação de novas famílias e busca por estabilidade patrimonial sustentam o interesse de longo prazo pela casa própria. A tendência aponta para maior adoção de modelos mais flexíveis, que tornem a compra mais acessível e eficiente.
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