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Governança é calcanhar de Aquiles da energia brasileira, diz executiva chinesa

SPIC vê Brasil como avenida de crescimento, mas aponta governança, regulação e transmissão como entraves para atrair investimentos e expandir energia limpa

Adriana Waltrick, CEO da SPIC Brasil, durante o VEJA Fórum Energia, em São Paulo (27/04/2026)
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  • A SPIC, estatal chinesa, vê o Brasil como avenida de crescimento e cresceu 70 vezes no país nos últimos oito anos, segundo a presidente da empresa no Brasil, Adriana Waltrick.
  • Waltrick afirma que a governança é o calcanhar de Aquiles do setor elétrico brasileiro e trava novos investimentos.
  • Ela aponta morosidade regulatória e juros altos como fatores que tornam o país menos atrativo, apesar de o mundo acompanhar o desenvolvimento brasileiro.
  • A demanda por energia deve crescer, com venda de carros elétricos tendo alta de 110% em março frente ao mesmo mês do ano anterior e com chegada de data centers para IA.
  • Para avançar, a executiva aponta três caminhos: melhorar a governança setorial, ampliar as linhas de transmissão e incentivar soluções completas que conectem infraestruturas do setor.

O que aconteceu: a governança do setor elétrico brasileiro foi apontada como o principal entrave para atrair novos investimentos, segundo a executiva brasileira da SPIC, Adriana Waltrick. Ela destacou isso durante o VEJA Fórum de Energia, em São Paulo, em 27 de outubro.

Quem está envolvido: Adriana Waltrick, presidente da SPIC Brasil, afirmou que o Brasil recebeu forte atenção global por ser um polo de energias renováveis e que a empresa ampliou sua presença no país 70 vezes nos últimos oito anos.

Quando e onde: o comentário foi feito no VEJA Fórum de Energia, em São Paulo, em 27 de outubro. Waltrick comparou a atratividade do Brasil com atuação da SPIC em 46 países.

Por quê: a executiva citou problemas de governança, morosidade regulatória e custos de financiamento como fatores que reduzem a velocidade de investimentos no setor elétrico brasileiro. Ela pediu maior integração entre MME, Aneel e ONS.

Mais detalhes: segundo Waltrick, a morosidade regulatória atrasa ganhos para investidores e afeta a percepção de risco do Brasil. Ela descreveu a situação como uma tempestade perfeita, com juros elevados elevando o custo do capital.

Demanda futura: a executiva ressaltou que a demanda por energia deve crescer, com destaque para a expansão de veículos elétricos e a instalação de data centers para IA. Em março, a venda de carros elétricos subiu 110% ante março do ano anterior.

Caminhos para o futuro: Waltrick propôs três caminhos para o Brasil avançar na liderança de energia limpa: melhorar a governança setorial, ampliar a transmissão de energia e promover soluções integradas de infraestrutura, com foco em sistemas que se complementam.

Sobre a SPIC: o grupo estatal chinês investe em mais de 40 países e soma cerca de 275 GW de capacidade instalada globalmente, o que supera a geração total do Brasil. A empresa atua globalmente e vê o Brasil como uma avenida de crescimento.

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