- Os efeitos da guerra no Oriente Médio já impactam a construção civil brasileira, com matérias-primas, energia e fretes ficando mais caros.
- Em abril, itens como massa de concreto (+4%), tubos de PVC (+5%), blocos (+1,48%), cimento (+3%) e vergalhões de aço (+0,9%) tiveram alta, indicando inflação generalizada no canteiro de obras.
- O Índice Nacional de Custo da Construção — Mês (INCC-M) subiu 1,04% entre março e abril, mantendo alta em 12 meses acima de seis por cento.
- A alta do petróleo no mercado internacional eleva custos de materiais derivados, como o PVC, afetando o preço final dos insumos de construção.
- Casais que compram imóveis na planta enfrentam incerteza nas parcelas; especialistas orientam não comprometer mais de 20% da renda para evitar dificuldades com a inflação.
O conflito no Oriente Médio está impactando a construção civil no Brasil, setor essencial da economia. Com o aumento de custos, matérias-primas e energia ficaram mais caras, pressionando também o frete e a logística.
Dados da inflação no setor indicam alta expressiva de materiais: massa de concreto subiu mais de 4% em um mês, tubos de PVC cerca de 5%, blocos 1,48%, cimento 3% e vergalhões de aço quase 1%. Em abril, o peso de tudo que acontece no canteiro de obras se refletiu na inflação.
A alta do petróleo no mercado internacional é apontada como fator liberando aumentos diretos de itens como PVC e outros derivados utilizados na construção. Economista explica que quando o petróleo sobe, o custo de materiais plásticos e de instalação sobe de forma correspondente, pesando no custo final das obras.
Essa conjuntura gera efeitos imediatos para quem financia imóveis na planta. O INCC-M, índice que corrige o saldo devedor, registrou alta de 1,04% em abril ante março, acumulando variação de 6% em 12 meses. Com custos elevados, fornecedores e incorporadoras enfrentam a necessidade de reajustes e planejamento mais rigoroso.
Maiara, consumidora que planejava casar e adquirir um apartamento com entrega prevista para 2029, viu as parcelas ficarem mais onerosas. Ela relata preocupação com a volatilidade de preços e o impacto no orçamento, mesmo após reorganização financeira para manter o cronograma de pagamento.
Especialistas sugerem que famílias reservem margem para imprevistos. Um economista recomenda manter o comprometimento de renda em torno de 20%, ainda que haja inflação maior no setor de construção, para evitar aperto financeiro no longo prazo. A orientação visa proteger o orçamento diante de variações de preços e financiamentos.
O cenário atual reforça que a alta de custos no petróleo e nos insumos de construção pode perdurar, dependendo da evolução dos conflitos regionais. O mercado aguarda desdobramentos para ajustes adicionais em contratos, orçamentos e prazos de obras.
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