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IA gerou desafios globais, mas começa a contribuir para a solução

No Brasil, demanda de energia por data centers pode subir mais de dez vezes até 2030, pressionando o sistema elétrico e estimulando uso de renováveis

Ferramentas de inteligência artificial demandam muita energia para processamento. (Foto: Imagem criada utilizando Dall-E/Gazeta do Povo)
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  • A Agência Internacional de Energia aponta que a demanda global de energia de data centers subiu 17% em 2025, e a de data centers voltados para IA aumentou 50%.
  • A IEA prevê que a demanda elétrica desses centros deve dobrar até 2030, sendo que a de IA pode triplicar, chegando a 3% do consumo mundial de energia.
  • No Brasil, o Ministério de Minas e Energia estima acréscimo de 304 MW na demanda de data centers em 2026 e até 3.457 MW em 2030, mais de dez vezes.
  • Segundo a Revisão Quadrimestral do Plan 2026-2030, 22 contratos de fornecimento de energia para data centers já foram assinados e 18 tiveram pedidos de acesso favoráveis.
  • Especialista afirma que a escolha de local próximo a fontes renováveis é crucial para fornecimento estável, com menor emissão de carbono, e que o país deve adotar boas práticas internacionais para evitar gargalos.

O uso crescente de ferramentas de IA pressiona o sistema elétrico global e impulsiona governos e empresas a buscar equilíbrio entre novos data centers e o fornecimento de energia. Dados aparecem em relatório recente da IEA.

A Agência Internacional de Energia aponta alta de 17% no consumo global de energia com data centers em 2025, e elevação de 50% para os dedicados à IA. A demanda por processamento supera a de servidores de armazenamento.

Segundo o levantamento, a expectativa é de que a demanda de eletricidade para data centers dobre até 2030, com os dedicados à IA momentaneamente triplicando. Ao todo, esses centros representariam 3% do consumo mundial de energia.

A queda no consumo por tarefa de IA ajuda a conter o crescimento, segundo a IEA, que aponta ganhos de eficiência. Empresas de tecnologia também buscam reduzir dependência de redes elétricas tradicionais por meio de renováveis e soluções próprias.

Paralelamente, o valor de contratos de compra de energia renovável aumenta, e há investimentos em nuclear e geotérmica. O volume de contratos para reatores modulares cresceu de 25 GW em 2024 para 45 GW ao fim de 2025, aponta a IEA.

Para a IEA, a IA passa a atuar também como geradora de energia, impulsionando centros de dados flexíveis e armazenamento de longa duração, com visão de novas tecnologias para suprir a demanda.

Brasil: previsão de aumento de demanda de data centers

O Ministério de Minas e Energia estima acréscimo de 304 MW na carga prevista para atender data centers em 2026, no Brasil. Até 2030, a projeção sobe para 3.457 MW, mais de dez vezes.

A 1ª Revisão Quadrimestral do Plan 2026-2030, envolvendo ONS, CCEE e EPE, mostra 22 contratos de fornecimento de energia para data centers já assinados e 18 pedidos de acesso aprovados.

Especialistas ressaltam a importância do posicionamento de data centers perto de fontes renováveis para melhorar confiabilidade e reduzir emissões. A escolha de localização também impacta o sistema elétrico brasileiro.

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