- A JHSF Participações comprou a Embassair, operadora de aviação executiva no aeroporto de Opa-Locka, a 15 quilômetros do centro de Miami; valor financeiro não foi divulgado.
- O Catarina, primeiro aeroporto internacional dedicado à aviação executiva no Brasil, busca conectar o mercado de ultrarricos de São Paulo a Miami por meio de uma estrutura integrada ao grupo na Flórida.
- A Embassair é uma FBO (operadora de base fixa) que oferece hangaragem, abastecimento, salas vip, coordenação de pousos e decolagens e serviços de rampa.
- A JHSF pretende implementar serviço de imigração no aeroporto de Opa-Locka, dependendo da autorização das autoridades migratórias dos Estados Unidos.
- O movimento é fruto do desempenho positivo da aviação executiva do Catarina; no ano passado, a empresa anunciou lucro de R$ 143 milhões.
A JHSF Participações informou a aquisição da Embassair, operadora de aviação executiva sediada no aeroporto executivo de Opa-Locka, a 15 km do centro de Miami. A transação expande o portfólio do grupo para terminais privados na rota entre o Brasil e os EUA.
A compra envolve a Embassair, que atua como FBO — fornecedora de serviços no aeroporto — como hangaragem, abastecimento, salas vip e coordenação de pousos e decolagens. O valor não foi divulgado pela empresa.
A operação permitirá que clientes que saem do Catarina, em São Roque, cheguem a Miami com serviços de solo integrados ao grupo JHSF, incluindo atendimento a passageiros e hangaragem.
A JHSF tem atuação em shopping centers, hotéis, restaurantes, clubes privados e incorporação imobiliária, ampliando agora presença em terminais privados para a aviação executiva.
A empresa afirma que aguarda a aprovação para inserir o serviço de imigração no aeroporto de Opa-Locka, cenário que depende da autoridade migratória dos EUA.
O movimento em Miami vem após desempenho positivo da área de aviação executiva, com lucro de R$ 143 milhões registrado pelo Catarina no ano anterior.
Contexto da operação
O mercado de aviação executiva demanda alto investimento. Um Embraer Phenom 300 parte de US$ 9,8 milhões; modelos maiores, como o Gulfstream G650, superam US$ 70 milhões.
Custos operacionais incluem tripulação, hangaragem e seguro, elevando despesas anuais para centenas de milhares de dólares. Por isso, muitos bilionários optam por arrendamento ou uso de jatos por meio de serviços de charter.
O aluguel de aeronaves, conhecido como charter, varia entre US$ 3 mil e US$ 18 mil por hora, dependendo da aeronave, sem custos fixos. A JHSF busca captar participação nesse nicho de alto padrão.
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