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Lucro da BP dobra após negociações de petróleo durante a guerra no Irã

BP registra lucro quase dobrado no primeiro trimestre de 2026, impulsionado por operações de trading de petróleo em meio à guerra no Irã

A BP petrol station, in Hampstead, earlier this month
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  • A BP registrou lucro de quase US$ 3,2 bilhões no primeiro trimestre de 2026, segundo a métrica de ganhos subjacentes por reposição de custos.
  • O resultado é o dobro do registrado no quarto trimestre de 2025 e superior ao do primeiro trimestre de 2025.
  • A empresa destacou uma contribuição “excepcional” do trading de petróleo para esse desempenho.
  • A nova CEO, Meg O’Neill, afirma que a BP atua em um “ambiente de conflito e complexidade” e busca levar combustível onde é necessário.
  • O contexto de preços elevados de energia, puxados pelo conflito no Irã, amplia temores de bancos centrais sobre inflação e juros.

BP registra lucro dobrando no primeiro trimestre de 2026, impulsionado pela atuação de negociação de petróleo durante a escalada do conflito no Irã. A empresa informou lucro próximo de 3,2 bilhões de dólares no período, segundo a métrica de resultados conhecida como custo de reposição subjacente.

O ganho supera estimativas de analistas e vem após uma produção de 1,54 bilhão de dólares no quarto trimestre de 2025 e 1,38 bilhão no primeiro tri de 2025. A empresa atribuiu parte do desempenho excepcional às operações de trading de petróleo, em meio a preços de energia mais elevados.

A direção da BP destaca o impacto do conflito no Oriente Médio. A nova CEO, Meg O’Neill, disse que a companhia atua em um ambiente de conflito e complexidade, trabalhando com clientes e governos para levar combustível onde é necessário e enfrentar temores de escassez de combustível para aviação.

Especialistas apontam que o salto de preços de energia durante o mês de março ajudou a pressionar resultados. Ainda assim, a BP sinaliza cautela, pois bancos centrais monitoram o aperto monetário frente à inflação global.

A empresa enfrenta também turbulência acionária recente, com votos de dissidência de acionistas ocorridos na última semana. A administração ressalta que o desempenho de curto prazo é sensível a oscilações geopolíticas e a movimentos de preço da energia.

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