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Lucro do Assaí sobe 173,5% no 1º trimestre por créditos tributários

Lucro do Assaí atinge R$ 320 milhões no 1T de 2026, alta de 173,5% ante 2025, com contribuição de créditos de PIS/Cofins; receita fica em R$ 18,64 bilhões

Assai Atacadista Foto: Reproducao
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  • O lucro do Assaí no primeiro trimestre de 2026 foi de R$ 320 milhões, avanço de 173,5% frente ao 1T de 2025, impulsionado pela monetização de créditos de PIS/Cofins, cerca de R$ 273 milhões.
  • A receita no período ficou em R$ 18,64 bilhões, alta de 0,5% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.
  • O custo das mercadorias vendidas caiu 2,4% na comparação anual, resultando em lucro bruto de R$ 3,52 bilhões, crescimento de 14,9%.
  • O EBITDA somou R$ 1,78 bilhão, elevação de 29,8%; despesas com vendas, gerais e administrativas ficaram em R$ 1,75 bilhão (+0,5%), e o resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 870 milhões (-10,1%).
  • Dívida líquida era de R$ 11,5 bilhões, com alavancagem de 2,52 vezes; sem os efeitos dos créditos e da norma IFRS 16, o lucro seria de R$ 86 milhões no 1T.

O Assaí (ASAI3) divulgou resultados do primeiro trimestre de 2026, com lucro de R$ 320 milhões, 173,5% acima do mesmo período de 2025, de R$ 117 milhões. A empresa atribui o crescimento à monetização de créditos de PIS/Cofins ligados a itens do regime plurifásico, que contribuíram com cerca de R$ 273 milhões ao resultado operacional.

Além disso, o resultado operacional foi impulsionado por créditos tributários de operações recorrentes, que somaram R$ 124 milhões e devem ser compensados com obrigações de PIS/Cofins. No lucro líquido, o efeito positivo alcançou aproximadamente R$ 193 milhões, mais R$ 87 milhões de créditos recorrentes.

Se desconsiderados esses efeitos e o impacto da IFRS 16, o lucro seria de R$ 86 milhões no 1º tri, e teria recuo anual de 46,7%. A receita somou R$ 18,64 bilhões, 0,5% superior ao 1º tri de 2025.

O custo das mercadorias vendidas caiu 2,4% na comparação anual, para R$ 15,1 bilhões, elevando o lucro bruto para R$ 3,52 bilhões, crescimento de 14,9%. Despesas com vendas, gerais e administrativas cresceram 0,5%, para R$ 1,75 bilhão.

O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 870 milhões, 10,1% pior que há um ano. O EBITDA atingiu R$ 1,78 bilhão, alta de 29,8% frente ao 1º tri de 2025.

Ao fim de março, a dívida líquida era de R$ 11,5 bilhões, mantendo o índice de alavancagem em 2,52 vezes (comparável ao Ebitda ajustado pré-IFRS16). Todos os números repercutem a adoção da IFRS 16 desde 2019.

A divulgação foi feita com base no desempenho trimestral do atacadista, destacando a influência de créditos tributários e a posição de liquidez relativo às dívidas. A empresa não apresentou opinião ou conclusão; apenas os dados consolidados.

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