- O ministro da Fazenda, Durigan, afirmou que o presidente Lula deve anunciar o Desenrola 2.0 ainda nesta semana.
- A declaração saiu após reunião com os maiores bancos do país para fechar as condições do novo programa.
- O Desenrola 2.0 prevê redução de dívidas de cartão de crédito, CDC e cheque especial, com boas práticas de oferta de crédito e educação financeira.
- A expectativa é que o programa entre em funcionamento em maio.
- O endividamento das famílias atingiu 49,9% em fevereiro, recorde histórico da série do Banco Central.
O Desenrola 2.0 deve ser anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda nesta semana, segundo o ministro da Fazenda, Durigan. A afirmação ocorreu após reunião com as maiores instituições financeiras em São Paulo, para definir as condições finais do programa de renegociação de dívidas.
Durigan explicou que o novo programa exige a redução de dívidas de cartão de crédito, CDC e cheque especial. Também prevê boas práticas de oferta de crédito e educação financeira, com restrições a jogos e apostas online. A expectativa é que o programa entre em funcionamento em maio.
Pela manhã, o ministro reuniu-se com representantes dos maiores bancos para alinhar os detalhes finais e superar divergências. Participaram executivos de instituições como Caixa, BB, Itaú, Santander, Bradesco, Nubank e BTG Pactual, além de membros da Febraban. Também houve encontro subsequente com o Citibank.
Participantes da reunião com bancos
Entre os presentes estavam Carlos Antônio Vieira (Caixa), Felipe Prince (BB), Milton Maluhy Filho (Itaú), Mario Leão (Santander), André Esteves (BTG Pactual), Marcelo Noronha (Bradesco), Livia Chanes (Nubank) e Isaac Sidney (Febraban). O secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, também participou.
Segundo Durigan, o governo pretende que o anúncio seja feito pelo presidente ainda nesta semana, com divulgação de datas e etapas do Desenrola 2.0 nos próximos dias. O objetivo é facilitar a renegociação de dívidas para famílias e estimular o crédito responsável.
O endividamento das famílias brasileiras atingiu 49,9% em fevereiro, renovando o recorde histórico da série do BC iniciada em 2005. A alta mensal foi de 0,1 ponto, conforme divulgação do Banco Central. O indicador compara o saldo das dívidas com a renda disponível dos últimos 12 meses.
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