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Mercado eleva projeção do IPCA de 2026 para 4,86%

Mercado eleva pela sétima semana a projeção do IPCA para 2026, para 4,86%, diante de choque nos preços do petróleo e expectativa de ajuste gradual da Selic

Selic está em 14,75% ao ano, e mercado prevê corte de 0,25 ponto na reunião desta semana - (crédito: Antonio Cruz/Agência Brasil)
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  • Mercado eleva pela sétima semana a projeção do IPCA de 2026, de 4,80% para 4,86%.
  • As previsões para 2027 e 2028 subiram, para 4,0% e 3,61%, respectivamente.
  • Projeção de crescimento da economia em 2026 ficou em 1,85%, praticamente estável em relação ao relatório anterior.
  • Câmbio: dólar projetado para o fim do ano fica em R$ 5,25.
  • Selic permanece em 13% ao ano; mercado espera mais um corte de 0,25 ponto percentual ainda nesta semana.

O mercado elevou pela sétima semana consecutiva a projeção para o IPCA de 2026. O instituto de inflação oficial passou de 4,80% para 4,86% no Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (27/4). As previsões para 2027 e 2028 subiram para 4,0% e 3,61%, respectivamente.

A projeção para o crescimento da economia em 2026 recuou levemente, de 1,86% para 1,85%. Para os anos seguintes, não houve mudanças relevantes nas medianas das estimativas do BC, mantendo o cenário de expansão moderada.

No câmbio, analistas projetam dólar mais fraco ao fim de 2026, com a terceira revisão para baixo no relatório. A estimativa passou de R$ 5,30 para R$ 5,25. Entre os principais indicadores, a taxa Selic permaneceu em 13% ao ano, sem ajuste em relação à leitura anterior.

Perspectiva sobre juros e crédito

O relatório não trouxe alterações na projeção para a Selic, de 13% ao ano. Hoje, a taxa básica está em 14,75% e há expectativa de novo recuo de 0,25 ponto percentual na reunião que encerra nesta quarta (29/4).

Segundo Edgar Araújo, CEO da Azumi Investimentos, o ritmo de cortes depende de dados mais consistentes. Ele aponta que manter 13% ajuda a controlar expectativas, evitando desancoragem, em um cenário de crescimento moderado.

Para o especialista, no entanto, o patamar atual pressiona o custo do crédito e pode reduzir a velocidade da atividade econômica. A leitura é de cortes mais graduais, condicionados a sinais positivos da inflação e da atividade.

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