- A Geely superou a BYD em vendas nos dois primeiros meses deste ano e amplia rapidamente sua linha de produtos.
- A empresa dobrou as exportações para Europa, Oriente Médio e outras regiões no último ano.
- Geely atua com quatro categorias de motorização — gasolina, híbridos gasolina-elétricos, híbridos plug-in e elétricos — para se adaptar à demanda.
- O recém-lançado Zeekr 8X, híbrido plug-in com recursos de direção autônoma, chega aos mercados externo no segundo semestre, com preço inicial de US$ 47 mil.
- A Geely planeja que trinta por cento de suas vendas ocorram fora da China até 2030; a Geely Automobile Holdings vendeu cerca de três milhões de carros no ano passado.
A Zhejiang Geely Holding Group ganhou relevância no cenário automotivo ao superar a BYD em vendas nos dois primeiros meses do ano, conforme o ritmo acelerado do mercado autorizado pela feira Auto China em Pequim. A montadora chinesa ampliou rapidamente sua linha de produtos e busca fortalecimento no exterior.
Geely vem adotando um modelo de negócios capaz de enfrentar a volatilidade de demanda e preço da energia. A empresa atua com gasolina, híbridos gasolina-elétricos, híbridos plug-in e elétricos puros, o que lhe confere resiliência diante de mudanças regulatórias e institucionais.
A ampliação das exportações foi um polo de crescimento recente: as remessas para Europa, Oriente Médio e outras regiões quase dobraram no último ano. Em paralelo, a Geely intensifica esforços para competir com rivais globais, inclusive no território doméstico.
Estratégia de produto e mercado
Com a desaceleração da economia chinesa, as vendas de veículos movidos a bateria e híbridos plug-in recuaram no início de abril, frente ao ano anterior, enquanto os carros movidos a gasolina sofreram queda ainda maior. A Geely reagiu priorizando a versatilidade de seu portfólio.
Entre os destaques está o Zeekr 8X, utilitário esportivo com recursos avançados de direção autônoma e interior que se transforma em sala de cinema com cortinas e assentos. O modelo hybrid plug-in terá início de vendas no exterior no segundo semestre, segundo a fabricante.
Analistas creditam à Geely a vantagem de manter eficiência de consumo com uma gama ampla de motores, o que facilita a atuação em mercados com infraestrutura de recarga variável. A meta da empresa é gerar 30% de vendas fora da China até 2030.
A Geely, controlada por Li Shufu, figura entre as poucas montadoras capazes de cobrir todas as principais categorias de motorização. A estratégia inclui exportações robustas para mercados globais, sob pressão de concorrência de empresas estatais chinesas.
Contexto e perspectivas
O ambiente externo contribui para a guinada: as sanções e tarifas afetam as exportações para os Estados Unidos, elevando o foco nas regiões europeia, sudeste asiática, Austrália, América Latina e África. Em entrevista externa, Li Shufu destacou a regionalização econômica como tendência dominante.
No cenário interno, a BYD permanece como principal concorrente, especialmente pelo volume de hybrids plug-in acessíveis. A guerra de preços e o recuo de lucros no setor elevam a importância da diversificação de portfólio para manter margem e crescimento.
Geely informou ainda planos de consolidar produção em fábricas na Europa, fortalecendo a presença global. Com isso, a empresa busca ampliar participação de mercado diante do conjunto de montadoras chinesas lideradas pela BYD e por estatais, que seguem como referência de competição internacional.
Entre na conversa da comunidade